10 Remédios Caseiros para Vaginose Bacteriana (Causada por Gardnerella vaginalis, Lactobacillus, Bacteroides, Peptostreptococcus, Fusobacterium e Eubacterium)

A vaginose bacteriana é uma infecção vaginal causada por um supercrescimento de bactérias.

A vagina contém naturalmente um ambiente ocupado por bactérias benéficas e nocivas. Em casos de vaginose bacteriana, há um excesso de bactérias nocivas. Isso gera um ambiente vaginal desequilibrado.

A vaginose bacteriana é uma condição médica comum, que pode ser apresentada por muitas mulheres, independentemente de haver atividade sexual.

Os remédios caseiros podem ser usados para tratar e prevenir o problema, sendo que alguns podem ser mais eficazes do que outros.

Porém, estes tratamentos não devem ser tão eficazes quanto aqueles realizados via medicamentos com prescrição médica.

Por outro lado, muitos remédios caseiros não causam certos efeitos colaterais, típicos de determinadas medicações convencionais.

Iogurte

O iogurte é um probiótico natural. Isso significa que ele contém muitas bactérias saudáveis. De acordo com a clínica Mayo, comer iogurte pode ajudar a reintroduzir bactérias saudáveis no corpo.

Isso ajuda a estabelecer um ambiente vaginal equilibrado, além de ajudar a combater as bactérias prejudiciais. Para obter esses benefícios, consuma pelo menos uma unidade de iogurte por dia.

Probióticos

O iogurte contém alguns probióticos. Mas há muitos suplementos probióticos disponíveis. De acordo com um estudo de 2014, há evidências de que tomar suplementos probióticos diariamente pode ajudar a tratar e prevenir a vaginose bacteriana.

Se você estiver com vaginose bacteriana, tome probióticos diariamente para ajudar a tratar e prevenir uma possível reincidência do problema.

Os probióticos estão disponíveis nas versões líquida ou em comprimido. Os antibióticos pode eliminar tanto as bactérias benéficas quanto as nocivas. Em vez disso, reponha as bactérias benéficas por meio da adoção de suplementos probióticos e iogurte.

Alho

O alho possui poderosas propriedades antibacterianas e já é usado como um remédio caseiro para combater a vaginose bacteriana há muito tempo.

Um estudo descobriu que tomar um comprimido de suplemento de alho pode ser uma opção para o tratamento da vaginose bacteriana.

Água oxigenada

Um estudo de 2003 descobriu que o uso diário de aproximadamente 30ml de água oxigenada (peróxido de hidrogênio) — a fim de promover a irrigação vaginal — durante uma semana ajudou a tratar a vaginose bacteriana, assim como os medicamentos tradicionais.

No entanto, a água oxigenada tem a vantagem de ser bem mais barata do que os remédios convencionais, além de provocar menos efeitos colaterais.

Óleo de melaleuca

O óleo de melaleuca tem poderosas propriedades antibacterianas e antifúngicas que podem ajudar a tratar a vaginose bacteriana.

Um estudo preliminar apontou que o tratamento da vaginose bacteriana pode ser bem sucedido apenas com o uso do óleo de melaleuca.

Os óleos essenciais, como o óleo de melaleuca, precisam ser diluídos em um óleo base, como os óleos de coco ou de amêndoas doces, ou ainda o azeite de oliva.

Escolha um óleo ao qual você não seja alérgico. Depois, misture de 5 a 10 gotas de óleo de melaleuca com 30ml de óleo base. Não utilize o óleo de melaleuca puro, pois ele pode queimar peles sensíveis.

Muitas pessoas são alérgicas ao óleo de melaleuca. Antes de experimentar esse remédio caseiro, teste uma pequena quantidade do óleo diluído em sua pele antes de usar no delicado tecido vaginal.

Se não houver nenhuma reação de 24 a 48 horas, a utilização do óleo provavelmente será segura.

Existem maneiras diferentes de usar o óleo de melaleuca para tratar a vaginose bacteriana, como misturá-lo com o óleo de coco (ou outro óleo base) e adicioná-lo em um absorvente feminino.

Insira o absorvente na vagina e o remova depois de uma hora — caso haja qualquer tipo de irritação, remova-o imediatamente.

Repita o processo algumas vezes por dia e jamais durma com um absorvente que contenha o óleo de melaleuca. Outra alternativa é comprar supositórios vaginais com este tipo de óleo.

O óleo de melaleuca é um óleo essencial que não possui controle de qualidade, segurança, ou pureza feito pelo FDA (Food and Drug Admnistration). Certifique-se de comprá-lo via algum fornecedor bem conceituado.

Calcinha de algodão

Certos tipos de calcinha, incluindo aqueles fabricados com elastano, não são tão permeáveis como as calcinhas de algodão, que conseguem reter umidade.

Dessa forma, as calcinhas fabricadas com materiais sintéticos proporcionam um ambiente propício para o desenvolvimento das bactérias, o que pode agravar uma infecção vaginal bacteriana.

A fim de curar rapidamente a vaginose bacteriana e prevenir  possíveis reincidências, utilize calcinhas de algodão. Além disso, evite usar calças apertadas.

Ácido bórico

As cápsulas de ácido bórico podem ser usadas para tratar a vaginose bacteriana. De acordo com o centro médico UWHealth, essas cápsulas podem ser inseridas na vagina todas as noites durante duas semanas.

Além do uso dessas cásulas na vagina ser seguro, foi constatado que elas podem ser tão eficazes quanto algumas abordagens médicas.

No entanto, vale observar que o ácido bórico não é comestível — o consumo dele é tóxico. Logo, o produto deve ser mantido longe do alcance de crianças e animais. A utilização simultânea com a gravidez também é arriscada.

Não lave a vagina

Algumas mulheres lavam a vagina com o intuito de limpá-las. Na verdade, isso pode perturbar o equilíbrio natural das bactérias presentes na região, aumentando a chance de infecção.

De acordo com a clínica Mayo, a vagina é autolimpante e lavá-la durante o banho, por exemplo, só deteriora o ambiente natural interno que ela possui.

Sexo seguro

De acordo com o Women’s Health (departamento de saúde dos Estados Unidos dedicado à saúde das mulheres), o uso de preservativos pode reduzir o risco de vaginose bacteriana.

Porém, a atividade sexual com múltiplos parceiros pode aumentar o risco. Devido a isso, sempre use preservativos, especialmente diante de parceiros sexuais casuais.

Pratique uma boa higiene

As regiões anal e vaginal são próximas uma à outra. Ao praticar uma boa higiene, você ajuda a tratar e a prevenir casos de vaginose bacteriana.

Após usar o banheiro, sempre limpe a partir da área frontal para a traseira, ou seja, da vagina para o ânus, a fim de evitar qualquer contaminação causada por fezes.

Troque o absorvente várias vezes por dia durante o período mentrual. Limpe seus acessórios sexuais sempre com sabonete e água quente.

Parta do princípio de que seu parceiro também tem bactérias nos órgãos sexuais e que, portanto, você precisa se cuidar. Tudo isso ajudará a resolver casos de vaginose bacteriana o mais rapidamente possível.

Riscos e complicações

Se os remédios caseiros não funcionarem, a vaginose bacteriana pode persistir e piorar, caso não seja tratada. Ter partes da pele esfoladas em torno da vagina aumenta a chance de alguns riscos, como:

  • Risco de contrair HIV — uma vez que você se exponha ao vírus
  • Risco de parto prematuro — se você estiver grávida
  • Risco de contrair outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)
  • Risco de doença inflamatória pélvica (DIP)

Quando se consultar com seu médico

Se os sintomas não forem resolvidos ou reduzidos após uma semana de tratamento com essas soluções caseiras, marque uma consulta com um ginecologista.

Você também deve se consultar com seu médico imediatamente se a vaginose bacteriana se tornar recorrente.

Tente fazer essa consulta em um dia fora do seu período menstrual. Isso permitirá que o médico colete o corrimento vaginal para a realização de testes.

O médico provavelmente prescreverá antibióticos orais, ou um creme antibiótico que possa ser aplicado no interior da vagina.

Referências

https://www.womenshealth.gov/publications/our-publications/fact-sheet/bacterial-vaginosis.html
https://www.unh.edu/health-services/sites/unh.edu.health-services/files/media/PDF/SelfCareGuide/BacterialVaginosis.pdf
https://www.cdc.gov/std/bv/stdfact-bacterial-vaginosis.htm
http://www.uwhealth.org/healthfacts/obgyn/7683.pdf
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/14676737
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC89050/
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24299970
http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/bacterial-vaginosis/manage/ptc-20200561
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4166107/
https://trialsjournal.biomedcentral.com/articles/10.1186/s13063-015-0852-5

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21. Agosto 2017 by admin

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