Ablação Por Radiofrequência para Tratar Varizes

A ablação por radiofrequência é um procedimento minimamente invasivo usado no tratamento de varizes. É uma alternativa à cirurgia stripping. Através de orientação por ecografia, insere-se um cateter de radiofrequência, resultando no fechamento da veia.

A ablação por radiofrequência é usada para tratar a grande veia safena que transporta o sangue das veias superficiais para as veias profundas. As ramificações das varizes são geralmente tratadas por outros procedimentos menos invasivos, como a flebectomia ambulatória, escleroterapia ou espuma esclerosante. Normalmente o equipamento VNUS ClosureRFS é o único dispositivo especificamente aprovado pela FDA para a ablação endovenosa das veias perfurantes.

De ter em conta que a possibilidade de queimaduras na pele durante o procedimento é pequena, devido à aplicação de anestesia com grandes volumes (500cc) de lidocaína diluída (0.1%) ao longo de toda a veia antes da aplicação da radiofrequência, conseguindo assim absorver o calor criado pelo equipamento. Estudos anteriores demonstraram uma elevada taxa de sucesso com baixos riscos de complicações.

Cuidados Pós o Procedimento

A compressão é essencial após qualquer procedimento venoso. A compressão é eficaz na redução dos hematomas e dureza pós-operatório, e também pode ajudar a reduzir o risco de tromboembolismo venoso tanto na perna tratada como não saudável.

Uma meia de compressão de classe II (gradiente de 30 a 40 mmHg) é aplicada na perna tratada e se o doente estiver disposto, também se aplica à perna saudável. Descansar deitado na cama e levantar objetos pesados é proibido, sendo encorajado a voltar à atividade normal.

O doente é reavaliado 3 a 7 dias após o procedimento, através de uma ecografia doppler que demonstrará a grande veia safena fechada e nenhuma evidência de trombos nas veias profundas da coxa, femoral e poplítea.

Há á sexta semana, faz-se um exame para avaliar a resolução clínica das varizes e uma ecografia para mostrar o vaso completamente fechado e ausência de refluxo. Se forem detetados segmentos abertos, avança-se para a escleroterapia guiada por ecografia.

Complicações da Ablação Por Radiofrequência

São raras as complicações durante o procedimento. Podem acontecer Parestesias locais devido a lesão nos nervos peri venosos, mas são temporárias. Algumas lesões térmicas junto à pele foram reportadas em ensaios clínicos quando o volume da anestesia local não foi suficiente para garantir uma camada protetora entre a pele e o vaso superficial, especialmente abaixo do joelho.

Ocasionalmente também se observou a progressão de um trombo de uma flebite local superficial quando não se fez compressão. A grande complicação preocupante é a trombose venosa profunda, num estudo de 2004 documentou-se que a trombose venosa profunda necessitou de anti coagulação em 16% dos 73 membros tratados com a ablação por radiofrequência.

Resultados da Ablação Por Radiofrequência

Alguns resultados publicados mostraram uma elevada taxa de sucesso com baixa recidiva até 10 anos após o tratamento. Os resultados iniciais e de médio prazo são comparáveis com aqueles obtidos através de outras técnicas de ablação endovenosa. A experiência global dos autores teve uma taxa de sucesso de 90%, com poucos doentes a ter de repetir o procedimento entre 6-12 meses. A eficácia global e baixa morbilidade fizeram com que as técnicas de ablação endovenosa substituíssem a abordagem cirúrgica stripping.

A satisfação dos doentes é elevada e o tempo de baixa mínimo, com 95% dos doentes a indicar que recomendam o procedimento a um amigo.

Conheça também o Tratamento a laser para varizes.

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