AVC – Sintomas, Tratamento, Causas, Prevenção e Diagnóstico

O Acidente Vascular Cerebral, geralmente denominado apenas de AVC pela facilidade de compreensão, é actualmente a principal causa de morte no nosso país, sendo que a segunda causa é o cancro, contudo esta é uma realidade apenas de Portugal, pois os restantes países europeus não têm este tipo de estatísticas. Apesar de todas estas estatísticas e de todos os avisos médicos e até na comunicação social, ainda existem pessoas que não dão a devida importância à doença propriamente dita, aligeirando os sintomas e até as preocupações que se devem ter.

O AVC é também muitas vezes denominado de derrame cerebral, apresentando um sem número de causas possíveis, sintomas variados e ainda classificações distintas de acordo com a forma como tudo acontece. Em termos de tratamento é também necessário ter alguns cuidados específicos, pois com tanto avanço por parte das tecnologias ligadas à saúde, hoje em dia a recuperação de um AVC é bem mais simples do que antes.

O que é ?

O AVC, apesar de ser uma das doenças mais comuns nos dias de hoje na nossa sociedade, ainda apresenta uma série de dúvidas por parte da maioria das pessoas, pois através do seu nome, Acidente Vascular Cerebral, muitas pessoas acreditam que o problema de saúde ocorre unicamente aquando um trauma grave.

Contudo, o acidente vascular cerebral ou apenas derrame cerebral, aconteceu aquando um entupimento ou rompimento, dependendo da classificação em si, dos vasos sanguíneos que têm como principal função levar o sangue ao cérebro. No momento em que esse entupimento ou rompimento acontece, é provocada uma paralisia da área cerebral que não teve a circulação sanguínea necessária, fruto do problema descrito.

Antes de avançar para os conhecimentos mais detalhados sobre o problema de saúde, é estritamente necessário que entenda na perfeição do que se trata. Assim, a sigla AVC é exactamente o nome da doença, sendo apenas usada para facilitar a comunicação, sendo por isso aconselhável que se entenda o seu significado.

Acidente – o problema de saúde poderá ocorrer sem qualquer tipo de previsão e quando menos se espera, sendo que os próprios sintomas são dúbios
Vascular – o problema de saúde afecta os vasos sanguíneos inicialmente, sendo que o facto destes terem uma ligação com o cérebro é o que lhe garante a importância e alerta necessário
Cerebral – atinge essencialmente o cérebro, mais propriamente o sistema nervoso central

Este é um problema de saúde que apesar de ser muito mais comum acontecer no cérebro, existem relatos e estudos que informam que podem ocorrer em outras estruturas, nomeadamente o cerebelo, o tronco cerebral ou, raramente, a medula espinhal.

Classificação e Tipos

Tipos de derrame avc

De forma a compreender melhor este problema de saúde, é imprescindível conhecer os dois tipos de AVC que podem surgir, dependendo das causas e até do desenrolar do problema.

Estes podem acontecer devido á obstrução de uma das artérias que irrigam o cérebro, ou seja, por isquemia ou então por rompimento de um desses vasos sanguíneos, ou seja, hemorrágico. Como é visível por esta breve explicação, o termo derrame cerebral que tantas vezes é adoptado para a descrição deste problema, não é correcto, pois apenas num dos tipos de AVC é que ocorre o derramamento de sangue.

Acidente Vascular Cerebral Isquémico

Este é o tipo mais comum, abrangendo uma média de 80% dos casos de existência de AVC, acontecendo pela falta de fluxo sanguíneo cerebral, leva assim a que ocorra o sofrimento e enfarte do parênquima do sistema nervoso. Por outro lado, esta diminuição do fluxo sanguíneo poderá acontecer devido a três situações:

– uma obstrução arterial, causada por um trombo ou, mais frequentemente, um êmbolo;
– uma queda drástica na pressão de perfusão sanguínea, como acontece frequentemente nos estados de choque;
– ou ainda pela obstrução na própria drenagem do sangue venoso, causando assim uma maior dificuldade da entrada do sangue arterial no cérebro, um dos órgãos mais importantes de todo o nosso organismo.

AVC Isquémico é causada pela obstrução parcial ou até total de uma das artérias cerebrais, fazendo assim com que haja uma interrupção do fluxo sanguíneo. A gravidade deste caso e deste tipo de AVC depende da localização desta obstrução e até a duração da mesma, sendo que é nestes casos que a assistência médica imediata é essencial para que não haja mais complicações e possíveis sequelas.

Na maioria dos casos, sendo que estes são de ligeira gravidade, a recuperação total é possível e muito comum, por outro lado, a evolução deste tipo é progressivo, por isso quanto mais tempo demorar a assistência médica, maiores serão as repercussões.

O ataque isquémico transitório ou apenas AIT poderá também ser considerado um tipo de acidente vascular cerebral isquémico, correspondendo a um tipo de obstrução passageira, que não apresenta lesão neurológica definitiva, nem sequelas. Por outro lado, a grande maioria dos pacientes que sofrem de um AIT, apresentam todos os sintomas de um AVC nos dias seguintes.

Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico

Este é o tipo de AVC menos comum, acontecendo apenas em 20% dos pacientes, porém não é por isso que é menos grave que o tipo de AVC descrito acima. Este acontece devido à ruptura de um vaso sanguíneo intracraniano, em que o sangue entra em contacto directo com o parênquima nervoso, tendo assim uma acção. Além disso, esta ruptura ocorrida, leva a uma inflamação e a uma pressão alta do sangue perante o tecido nervoso, prejudicando e degenerando o cérebro e a sua função.

Este acontece numa das metades do cérebro, sendo que os sintomas visíveis a olho nu acontecem na metade oposta do corpo, entre os mais comuns destaca-se a perda de força súbita, o desvio lateral da boca, a dificuldade em articular frases e palavras normalmente, a perda de visão unilateral, a dificuldade em caminhar e ainda a dor de cabeça intensa e demasiado súbita.

Sinais e Sintomas

Os sinais e sintomas do acidente vascular cerebral vão depender do tipo de AVC que o paciente estiver a sofrer, seja este isquémico ou hemorrágico, da sua idade e da localização do problema.

Existem alguns sinais e sintomas mais comuns, existindo em ambos os tipos de AVC, são eles:

Fraqueza

Geralmente os doentes sentem uma fraqueza súbita num dos membros, seja o braço ou perna, podendo ainda sentir o mesmo no rosto, podendo assim significar a isquemia de todo um hemisfério cerebral ou apenas de uma área pequena e específica, contudo a fraqueza poderá ser variada, dependendo da localização, da extensão e ainda da duração da isquemia.

Distúrbios Visuais

Além disso, pode ainda ocorrer a perda de visão numa das vistas, seja de forma definitiva ou apenas com uma espécie de sombra, dificultando assim a função de visão do paciente.

Dormência

Alguns pacientes referem ainda o surgimento de uma dormência, em conjunto com a fraqueza, levando assim a que haja uma espécie de confusão pelos mesmos, dada a dificuldade de sensibilidade.

Fala

A maioria dos pacientes apresentam também alguma dificuldade de apresentar a sua fala nos termos normais, apresentando uma linguagem curta e com visível esforço, levando assim à frustração do mesmo, outros podem ter sintomas exactamente contrários, ou seja não têm dificuldade em apresentar frases longas, porém a compreensão das mesmas é quase impossível pelo tipo de linguagem usada e com pouco sentido nas frases.

Convulsões

No caso do acidente vascular cerebral hemorrágico este é um dos sintomas mais comuns, ocorrendo convulsões sem motivos aparentes, podendo causar aumento nos sintomas descritos acima.

Além disso, existem ainda alguns relatos de pacientes que tiveram dores de cabeça intensas e sem motivos aparentes, uma grande instabilidade mesmo a nível de humor, sensação de vertigens súbitas e ainda um desequilíbrio associado a náuseas e a vómitos.

Lista completa de sintomas:

– Dormência, fraqueza ou paralisia nos membros
– Perda da sensibilidade de uma parte do corpo
– Falta de força
– Visão subitamente enublada ou perda de visão
– Assimetria facial
– Incontinência urinária ou fecal
– Forte dor de cabeça
– Fala arrastada
– Confusão ou instabilidade
– Tonturas e Perda do equilíbrio
– Alterações na marcha
– Movimentos incomuns
– Crise convulsiva
– Coma

Exames de Diagnóstico

No que diz respeito aos exames diagnósticos, o AVC apresenta várias opções disponíveis, sendo que o primeiro exame que a maioria dos médicos pede é uma série de acções ao paciente, como pedir ao paciente para sorrir, levantar os dois braços e repetir uma frase, como por exemplo “trinta e três”.

Por outro lado, para que o problema seja identificado o mais rápido possível, o médico recomenda um exame de imagem, seja a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética, permitindo assim que seja possível identificar claramente qual foi a área do cérebro afectada com o AVC. A tomografia é geralmente o exame mais requisitado, pois está mais disponível e os resultados surgem mais rapidamente, sendo que serve essencialmente para diferenciar o tipo de AVC que o paciente está a sofrer.

Como referido em cima, o médico poderá ainda requisitar a ressonância magnética para diagnosticar o problema, sendo que este apesar de ser um exame muito mais preciso, não altera de forma alguma o tratamento e a conduta do médico, contudo dada a demora do mesmo, poderá atrasar o tratamento indicado e consequentemente a recuperação do paciente.

Causas

Sendo este um dos principais problemas de saúde da sociedade de hoje em dia, é imperativo compreender na perfeição quais são as causas que levam ao seu surgimento, permitindo assim que a prevenção seja feita ainda com mais eficácia.

As causas para o aparecimento do AVC resultam essencialmente do desenvolvimento de placas de arteriosclerose, dentro das artérias carótidas, que são fundamentais para levar o sangue ao cérebro, dificultando assim a sua função. Além disso, a existência de outro tipo de doenças carótidas, doenças coronárias, é também uma das causas mais comuns.

Outras das causas do AVC mais comuns são a hipertensão arterial, a presença ou surgimento de arritmias cardíacas, nomeadamente quando surge também a fibrilhação auricular, em termos práticos, tudo aquilo que gerar um possível entupimento das artérias é uma causa possível para o aparecimento do AVC. A hipertensão arterial poderá ainda causar AVC devido às possíveis hemorragias no cérebro, contribuindo activamente para a formação de aneurismas que podem romper a qualquer momento.

Tudo o que implique alterações de pressão dentro do cérebro ou nas artérias que conduzem o sangue a esta zona do corpo, são causas para o possível aparecimento do acidente vascular cerebral.

Factores de risco para o desenvolvimento de AVC

Como referido acima, existem alguns factores de risco para o desenvolvimento deste problema de saúde, sendo que é imperativo que os pacientes tenham estes factores sobre controlo para evitar assim o desenvolvimento da doença.

Hipertensão arterial

Como referido em cima, a hipertensão arterial é uma das causas mais importantes do problema. Em média, a população apresenta um valor de “120 por 80”, sendo também muitas vezes mencionado apenas como “12 por 8”, contudo cada pessoa poderá ter valores médios diferentes e ainda assim estar dentro do normal, dependendo de várias situações. Tanto a pressão alta como a pressão baixa (hipotensão) são prejudiciais para o seu organismo e factores de risco para o AVC, sendo por isso aconselhável a sua medição regular, nomeadamente 1 vez por mês no mínimo.

Doenças Cardíacas

É muito simples de perceber, se existir uma doença cardíaca provavelmente o seu coração não irá bater da forma correcta, dificultando assim que o sangue chegue ao cérebro, como também a outros órgãos, podendo assim levar a uma isquemia. Nem todas as doenças cardíacas são factores de risco, sendo que as situações mais alarmantes são arritmias, enfarte do miocárdio, doença de Chagas, problemas nas válvulas cardíacas, entre outras.

Colesterol

É provavelmente um dos valores mais controlados de todos, sendo que esta é uma substância que existe em todo o nosso corpo, oriunda de gorduras animais, contudo existe o bom colesterol e o mau colesterol. Quando este segundo existe no organismo em valores demasiado elevados, é propício à formação das placas de arteriosclerose, tornando-se assim um dos fatores de risco do AVC.

Tabagismo

O tabagismo é prejudicial à saúde de qualquer pessoa em vários sentidos, principalmente nas pessoas que têm também outros fatores de risco (nomeadamente os mencionados acima). O fumo do tabaco acelera o processo de arteriosclerose, baixa a oxigenação do sangue e ainda aumenta o risco de aparecimento de hipertensão arterial.

Álcool

Tal como acontece com o tabagismo, a ingestão excessiva de álcool é prejudicial a todo o organismo, contudo em relação ao acidente vascular cerebral, destaca-se a importância que o álcool tem na variação dos níveis de colesterol e ainda na propensão que uma pessoa tem na hipertensão arterial.

Diabetes

A diabetes é uma doença que se caracteriza pela presença de um nível de açúcar elevado no sangue do paciente, por isso se os níveis de açúcar tiverem controlados, o aparecimento de um AVC é muito menos comum, assim os pacientes com diabetes devem ter sempre os seus níveis de glicose o mais controlados possível.

Idade

Apesar do AVC ocorrer em qualquer idade, a idade é um factor de risco, por isso quanto mais idosa for a pessoa, maior será a sua probabilidade de ter um AVC.

Género

Até aproximadamente os 50 anos de idade, são os homens aqueles que têm mais probabilidades de ter um AVC, porém, após essa idade o risco é praticamente igual em ambos os sexos.

Obesidade

A obesidade é um problema de saúde que está a afectar cada vez mais pessoas, sendo que quando um paciente apresenta este quadro clínico, geralmente aumentar também a sua probabilidade de ter diabetes, hipertensão arterial e de arteriosclerose, o que indirectamente aumenta também o risco de ter um AVC.

Estilo de vida

Apesar de não ser um dos factores de risco mais importantes, geralmente quando os pacientes têm um estilo de vida saudável, com uma alimentação equilibrada e a prática diária de exercício físico, sem qualquer tipo de sedentarismo na sua vida, a probabilidade de ter um AVC é muito menor.

Tratamento

O tratamento do AVC depende muito do estágio ou evolução que o problema tenha no momento. Em suma, existem três tipos de tratamento possível, a prevenção, a terapia imediatamente após a ocorrência do mesmo e a reabilitação.

Medicamentos

No que diz respeito ao tratamento após o AVC, o mais comum é mesmo a administração de medicação, sendo que os fármacos mais comuns para o mesmo são os antitromóticos e os trombolíticos. No tratamento de um AVC todos os minutos contam, pois no caso do AVC isquémico, este poderá ser tratado através de medicamentos trombolíticos, interrompendo o AVC dissolvendo ao máximo o coágulo sanguíneo que se formou e que está a bloquear o percurso do sangue até ao cérebro, porém tudo isto deverá ocorrer depois da visita ao hospital o mais rápido possível e acompanhamento médico especializado.

Este tipo de tratamento mencionado em cima apenas poderá ser administrado por médicos especialistas, após este ter a certeza que o paciente está a sofrer de um AVC isquémico e não hemorrágico, já que os medicamentos administrados podem elevar o sangramento e agravar toda a situação neste último caso.

Por outro lado, os antitrombóticos têm como função principal prevenir a formação dos coágulos que levam posteriormente à ocorrência do AVC, sendo que neste caso o mais comum é mesmo a típica aspirina.

Cirurgia

Apesar de não ser o tratamento mais adequado ou popular entre os pacientes com riscos para a ocorrência de AVC, a cirurgia poderá ser indicada seja para prevenir ou tratar o mesmo, sendo que tem como principal objetivo reparar os dados nos vasos sanguíneos ou então as malformações dentro e em volta do cérebro.

Viver após o AVC

Infelizmente o Acidente Vascular Cerebral é um problema de saúde que apresenta incapacidades inúmeras, não só para o paciente como também para a sua família, algumas delas até bastante devastadoras. Contudo, existem já terapias que estão disponíveis para ajudar, sendo que geralmente a reabilitação mais frequente, envolve a fisioterapia.

Sendo que este é um problema de saúde que afecta essencialmente algumas actividades motoras simples, a função da fisioterapia é ajudar os pacientes a reaprenderem essas mesmas actividades, coisas simples como caminhar, sentar, ficar em pé, deitar e indo avançando de um processo para o outro. Na maioria dos casos, uma das grandes dificuldades de um paciente que está agora a passar pela reabilitação de um AVC é a restauração do movimento, equilíbrio e ainda da coordenação, sendo para isso necessária a ajuda profissional e especializada de um fisioterapeuta.

Além disso, outra actividade necessária poderá ser a terapia ocupacional, sendo que esta envolve não só os exercícios como também o treino, ajudando os pacientes a realizarem tarefas que antes eram até irreflectidas mas que neste momento se tornam extremamente difícil, como comer, beber, vestir, tomar banho, ler, escrever entre outras.

Alguns pacientes necessitam ainda de ajuda da terapia da fala, pois os problemas de fala e linguagem surgem quando o dano cerebral ocorre dentro dos centros de linguagem no cérebro, fazendo assim com que a fala seja uma das funções perdidas. Assim, com a ajuda do terapeuta profissional aos poucos os pacientes vão adquirindo novamente os conhecimentos cognitivos e de raciocínio necessário para elaborar frases e comunicar facilmente.

Por último, mas não menos importante, alguns pacientes, principalmente aqueles em que a doença afectou demasiado a sua vida, com muitas sequelas e mudanças drásticas na sua vida ativa, podem necessitar de ajuda psicológica para saber lidar com esta nova fase da vida e ainda a administração de medicamentos para a depressão, ansiedade, frustração e raiva.

Como prevenir a ocorrência de um AVC

Como qualquer outra doença vascular, a forma mais eficaz para prevenir o aparecimento de um AVC é identificar os fatores de risco mais importantes e tentar eliminar por completo os mesmos da sua vida. Assim, é imperativo que identifique fatores de risco como a hipertensão, aterosclerose, diabetes, colesterol elevado, vício do tabagismo e álcool, além obviamente de identificar e tratar todo o tipo de problemas cardíacos existentes. A esta primeira fase, os médicos especialistas dão o nome de prevenção primária.

No que diz respeito à prevenção secundária, é necessário que haja um atendimento médico eficiente e o mais rápido possível ao fim dos primeiros sintomas do AVC, garantindo assim que a área afectada pelo menos seja normalizada o quanto antes e com a máxima eficácia possível.

Por último, a prevenção terciária do paciente deverá entrar apenas quando ocorrem complicações, sendo que deverão existir uma série de tratamentos em jeito de prevenção, para funcionar como uma espécie de reabilitação.

Alimentação

À medida que a idade avança, alguns fatores de risco tornam-se ainda mais importantes, sendo que uma das coisas mais evidentes é o tipo de alimentação que adapta para a sua vida. Assim, nada mais importante do que saber exatamente quais são os alimentos mais aconselháveis para evitar a ocorrência de complicações cardíacas, assim como o aparecimento do acidente vascular cerebral.

Chocolate

É aconselhável o consumo de uma barra de chocolate por semana para reduzir o risco de AVC em cerca de 17%. Apesar de muitas vezes estar associado à má alimentação, o chocolate apresenta uma composição e características interessantes para reduzir o risco de aparecimento de hipertensão arterial, um dos grandes factores de risco do AVC.

Cereais Integrais

É um dos ingredientes indicados para as mulheres, para a redução do risco de acidente vascular cerebral.

Iogurte

O  iogurte, desde que seja de baixo teor de gordura, é um dos alimentos mais interessantes para baixar o risco de AVC, ao contrário dos produtos lácteos com alto teor de gordura.

Laranja

Na sua composição apresenta flavonoides que têm como principal função a redução do risco de acidente vascular cerebral.

Maça

Além da maça, as pêras e outras frutas e vegetais de polpa branca, reduzem o risco de AVC em cerca de 52%.

Noz

É um dos alimentos aconselhados para uma alimentação equilibrada, pois são ricos em magnésio, ajudando assim à redução do AVC isquémico, em 9%.

Salmão

O peixe é um dos melhores alimentos que se pode comer, principalmente o salmão, devido às suas características, sendo que estas pessoas têm muito menos probabilidades de sofrer um acidente vascular cerebral.

Tomate

Na sua composição, o tomate apresenta níveis interessantes de licopeno, sendo que segundo estudos realizados os homens com níveis elevados de licopeno têm menos riscos de terem um AVC.

Como agir em caso de AVC

O AVC ou como é muitas vezes chamado entre a população, derrame cerebral, é um problema de saúde que necessita de rapidez na identificação e tratamento para que haja o menor número possível de sequelas futuras. Assim, é necessário identificar rapidamente alguns sinais do aparecimento do problema, para tentar ajudar o mais rapidamente possível, mesmo quando não se tem qualquer tipo de conhecimentos médicos.

Entre os sintomas mais fáceis de identificar, destaca-se a dor de cabeça intensa que surge sem qualquer motivo aparente, sendo um sinal que é possível surgir em ambos os tipos de AVC, assim como alguns tipos de alterações motoras e sensoriais, mas apenas em um dos lados do corpo, como também os desmaios, que podem surgir com a combinação de todos estes sintomas.

Assim que os sintomas e sinais estão identificados, todos os minutos seguintes vão contar, por isso a primeira coisa a fazer é contactar imediatamente a emergência médica, garantindo assim que o paciente não tenha tantas sequelas graves como acontece quando se espera alguns minutos para ver a evolução do problema.

No caso da emergência médica poder demorar algum tempo, tendo essa opção disponível, leve a pessoa directamente a um hospital, com preferência para o serviço de assistência neurológica, levando-a sempre sentada ou deitada no banco de trás do carro o mais confortável possível.

Por último, mas extremamente importante, nunca, em circunstância alguma, se deve oferecer algum tipo de medicamentos a pessoas que apresentem todos os sintomas de um AVC, sendo que a ingestão destes medicamentos podem inclusive piorar toda esta situação.