Anemia – Tratamentos, Causas, Sintomas, Dieta, Ferro, Vitamina C

A anemia apesar de muitas vezes ser denominada apenas de doença, na realidade acaba por ser um distúrbio, sendo que este é provavelmente um dos problemas de saúde mais frequente em todo o mundo, abrangendo todas as faixas etárias, géneros e até sociedades com estilos de vida completamente distintos, ao contrário do que acontece com outras doenças que estão mais ligadas a características especiais de algumas zonas geográficas do planeta.

caso de anemia - sangue com deficiência de ferro

É um dos problemas de saúde que marca presença em mais pessoas em todo o mundo, estimando-se que mais de 30% da população mundial possuam, pelo menos, um tipo de anemia, em algum momento da sua vida, sendo que esse número aumenta para perto de 50% no caso de crianças com idade inferior a 2 anos. A sua caracterização, as suas causas, os sinais e sintomas, levam muitas vezes a que o diagnóstico não seja feito da forma correcta, levando depois a complicações e até tratamentos completamente desnecessários que vão dificultar ainda mais a eliminação do problema na vida de qualquer pessoa.

A grande maioria das pessoas associa a anemia a uma alimentação desequilibrada, a um descuido no estilo de vida que levam, mas a verdade é que há muito mais por detrás de um distúrbio destes, causas mais graves, podendo ser adquiridas ou hereditárias, por isso o seu diagnóstico é completamente crucial para que o tratamento seja feito correctamente, tornando-se eficaz e sem complicações.

O que é?

A anemia é o nome que a maioria dos especialistas e população dá a uma série de condições, caracterizadas pela falta de concentração de hemoglobina no sangue ou então pela deficiência na produção das hemácias. A hemoglobina é o elemento da composição do sangue que tem como principal função transportar o oxigênio dos pulmões para a nutrição das restantes células do organismo, enquanto que as hemácias é o outro nome dado aos eritrócitos ou simplesmente glóbulos vermelhos, como são vulgarmente chamados.

A maior parte das pessoas identifica este problema como falta de sangue, apesar de não estar correcto, também não está totalmente errado. Para entender bem, é necessário também conhecer a composição do sangue. O sangue está dividido em duas partes, plasma e células, sendo que enquanto o plasma é a parte líquida (correspondendo a 55% do volume total do sangue), composto por nutrientes diluídos como é o caso das proteínas, anticorpos, enzimas, glicose, sais minerais, hormónios, entre outros. Por outro lado, os restantes 45% são compostos por células, sendo que estas são hemácias, leucócitos e plaquetas, mas no total, 99% são hemácias ou como são vulgarmente chamadas, glóbulos vermelhos.

A anemia surge no organismo de uma pessoa quando a percentagem de glóbulos vermelhos diminui na composição do sangue, fazendo assim com que este fique mais diluído. Esta percentagem pode diminuir devido a várias causas, sendo que para diagnosticar a doença é controlada a percentagem de glóbulos vermelhos no sangue, através de uma simples análise.

De forma a conseguir entender bem este tipo de problema de saúde, é necessário conhecer a classificação das anemias, pois cada uma terá características diferentes e ao mesmo tempo evoluções e tratamentos distintos. Iremos abordar esse assunto mais à frente.

Causas

Antes de avançarmos para a explicação, enumeração e detalhe das possíveis causas da anemia, é imprescindível avançar que a anemia por si só não é uma doença, mas sim um sinal de doença, isto é, a anemia funciona praticamente como uma causa para um possível problema de saúde, sendo que assim que o exame mais comum é pedido pelo médico, o que este deve fazer é investigar qual foi a causa que levou a estes valores, avançando então para um tratamento para a doença associada.

Assim, a anemia apresenta três causas possíveis, nomeadamente:

– produção em baixa quantidade de glóbulos vermelhos pela medula óssea
– destruição de glóbulos vermelhos em demasia por todo o corpo
– perda de glóbulos vermelhos e ferro, através de sangramentos que vão ocorrendo ocasionalmente, com mais ou menos regularidade

Para entender bem este problema, conhecer as causas é uma regra, sendo que regra geral estas são divididas em três possíveis causas, nomeadamente as causas genéticas, as nutricionais e as hemorrágicas, sendo necessário também saber mais sobre cada uma delas.

No que diz respeito às causas genéticas, estas podem também dividir-se em três possíveis defeitos, os defeitos na hemoglobina, os defeitos na membrana do eritrócito e ainda os enzimáticos. Já as causas nutricionais, provavelmente as mais comuns e conhecidas da população em geral, distinguem-se pela deficiência em folato, vitamina B12 e ferro. Por último, mas igualmente importante, as causas hemorrágicas dividem-se em duas possíveis vertentes, as agudas (causadas por acidentes, cirurgias, parto, entre outras) e as crónicas (aquelas que surgem recorrentemente na vida de cada pessoa, sem dor ou alterações no organismo).

Sinais e Sintomas

Segundo o conhecimento que a generalidade da população apresenta sobre a doença, a maioria das pessoas tem uma grande dificuldade em identificar este problema, pois os sinais e sintomas são muito semelhantes a outras doenças. Por outro lado, há uma normal comparação entre os sinais da anemia com as quebras de tensão, o que por um lado não está completamente errado, porém para que seja diagnosticado mais rapidamente o problema, é importante saber distinguir bem as duas situações, pois até o tratamento é diferente e requer mais atenção por parte dos pacientes para evitar problemas maiores.

Assim, no caso das situações mais leves, os sintomas mais comuns são:

– sensação de cansaço, fraqueza e indisposição
– uma sensação de falta de memória e dificuldade em manter-se concentrado durante um período de tempo normal
– alguns problemas respiratórios
– batimento cardíaco mais acelerado do que o normal
– uma cor mais pálida na pele, mais visível no rosto
– para as mulheres, alguns problemas menstruais
– mudanças repentinas na alimentação, nomeadamente um distúrbio de apetite
– náuseas, tonturas e uma sensação geral de mau estar

Em alguns casos, mais graves e também menos normais, dependendo directamente da evolução da doença e da sua própria velocidade de instalação no organismo, existem outros sintomas que podem também surgir, levando muitas vezes a um susto mais natural, nomeadamente:

– pele seca, unhas fracas e quebradiças e até queda de cabelo
– em alguns casos a esclera (o branco do olho) poderá ficar com um tom mais azulado
dores de cabeça fortes e uma sonolência fora do vulgar
taquicardia (o ritmo cardíaco demasiado acelerado)
inchaço nas pernas e umas dores muito características e desconfortáveis
falta de ar e de apetite, sendo muito mais normal nas crianças
– possível aparecimento de uma depressão nervosa
– em casos extremos, poderá até surgir pica, ou seja, a vontade descontrolada de comer objectos não-digeríveis

Por outro lado, existem alguns sinais específicos de acordo com os tipos particulares da anemia, sendo mais comuns nesses do que em qualquer outro, por isso o diagnóstico é também mais fácil e rápido.

Como é fácil perceber, existem alguns sinais e sintomas que são muito comuns de outros problemas de saúde, muitos deles podem até surgir quando não há qualquer problema com o organismo, por isso no caso da anemia, os sintomas são tratados de outra forma, isto é, para que haja um alerta médico, geralmente terá que existir mais do que um sintoma em comum, caso contrário não será tomado em consideração pelos médicos inicialmente, a menos que tenha sinais demasiado fortes.

Classificação das Anemias

Para entender bem esta doença, é necessário saber que esta poderá ter duas classificações possíveis, nomeadamente a anemia pode ser aguda ou crónica, sendo que ambas têm as suas próprias características, fazendo com o que o diagnóstico diferente também dessa mesma classificação.

Anemia Aguda

No que diz respeito à anemia aguda, é o nome dado à perda súbita de sangue, é a mais fácil de identificar, contudo é também a menos comum. O corpo humano está preparado para aguentar uma mínima falha no volume do sistema circulatório, porém quando este volume é demasiado alto, os problemas começam a surgir.

Assim, quando a perda de sangue apresenta valores de 10%, como é o caso da doação de sangue, o organismo consegue corrigir essa falha e não apresenta qualquer tipo de complicados, já acima dos 10% até aos 20%, causam hipotensão postural, algumas tonturas e até desmaios. Quando essa perda é acima dos 20%, surge a taquicardia, a palidez extrema e depois o choque do organismo, contudo se a perda ultrapassar os 30% sem que haja uma reposição imediata, o choque é muito maior, podendo até se tornar fatal.

Anemia Crónica

No caso da anemia crónica, ao contrário da anemia aguda, não existe diminuição do volume sanguíneo, há no entanto é falta de hemoglobina no mesmo, causando obrigatoriamente a diminuição do número de eritrócitos, as células, causando uma alteração na cor do sangue, ou seja, a palidez da pessoa é muito comum.

Neste caso particular, o sistema nervoso central, o coração e a massa muscular são os órgãos mais afectados, pois com a falta de hemoglobina há também falta de oxigénio nos órgãos e estes são aqueles que mais consomem e se sentem afectados. A hemoglobina poderá apresentar vários valores, sendo que acima de 11 g/dL é o considerado normal, abaixo desse valor os sintomas da anemia começam a surgir, sendo muito perigoso abaixo de 6 g/dL e principalmente quando desce aos 3,5 g/dL, causando até insuficiência cardíaca.

Por outro lado, no caso da anemia aguda há uma causa visível para o surgimento da anemia, levando assim a um alerta mais repentino, porém no caso da anemia crónica há muitos pacientes que nem sentem grandes queixas, não sentindo grandes sintomas e atrasando a procura de ajuda médica.

Tipos de Anemia

Como referido acima, a anemia é um problema de saúde caracterizado pela diminuição repentina e constante de glóbulos vermelhos na corrente sanguínea, podendo ter várias causas possíveis e sinais e sintomas distintos. Já no que diz respeito ao tratamento, este depende da causa propriamente dita e principalmente do tipo de anemia que é.

Para saber que tipo de tratamento avançar, inicialmente os médicos começam por distinguir qual é o tipo de anemia que o paciente apresenta, sendo que estes têm sempre causas diferentes também e até sintomas diferentes. Existem muitos tipos de anemia, porém vamos distinguir e explicar apenas os mais comuns e aqueles que têm maior incidência na nossa sociedade e estilo de vida.

Anemia Falciforme

É considerada por muitos como o tipo mais comum de todos, sendo genética, tem como consequência a destruição dos glóbulos vermelhos no sangue, criando sintomas como inchaço nas mãos e pés, icterícia e dores em todo o corpo, sendo que na generalidade das situações é tratada com uma alimentação equilibrada, transfusão de sangue e em último recurso, penicilina. Saiba mais sobre a anemia falciforme.

Anemia Ferropriva

Este tipo de anemia geralmente acontece devido à deficiência no consumo de alimentos ricos em ferro e hemorragias, sendo muito simples de identificar tudo através de uma simples análises sanguíneas. Na maioria dos casos, o tratamento é feito à base de uma alimentação equilibrada e de suplementos de ferro.

Anemia Perniciosa

Este tipo de anemia é causada pela falta de vitamina B12 no organismo, criando assim os sintomas típicos da anemia, descritos acima, contudo neste caso em particular, se não houver tratamento adequado, poderá resultar em graves danos neurológicos.

Anemia Aplástica

Este é o tipo de anemia auto-imune, surgindo quando a medula óssea tem uma deficiência na produção de células sanguíneas. Neste caso, o tratamento é feito através de um transplante de medula óssea e transfusão de sangue. Infelizmente, é um dos tipos mais perigosos, já que se não tiver o tratamento adequado, poderá levar à morte em menos de 1 ano, desde o seu aparecimento no organismo.

Anemia Hemolítica

Neste caso, a própria anemia produz anticorpos que têm como função destruir as células sanguíneas, sendo mais comum nas mulheres, apresenta sintomas muito comuns, como a palidez, tontura, marcas na pele, olhos secos entre outros. Nestes casos o tratamento poderá ser feito à base de medicamentos ou quando esta já se encontra num estado avançado, muitos médicos sugerem a remoção do baço.

Anemia de Fanconi

Tem origem genética, caracterizando-se por apresentar sinais muito distintos, nomeadamente anomalias no roso e nos dedos. A maioria dos pacientes é diagnosticado por volta dos 6 anos de idade, sendo que mais tarde é menos comum. O tratamento deverá ser feito através do transplante de medula óssea e ainda com imunossupressores.

Existem ainda outros tipos de anemias, contudo não são tão comuns como os apresentadas em cima.

Diagnóstico e Exames

Sendo este um problema de saúde que afecta essencialmente o sistema circulatório, nomeadamente o sangue e a sua composição, é natural que os exames necessários para o diagnóstico da doença sejam todos eles relacionados com este.

Assim, a avaliação clínica de um médico profissional é essencial para a realização de um diagnóstico adequado, sendo que inicialmente o médico começa por analisar os sinais e sintomas de que o paciente se queixa, avançado rapidamente para um hemograma, que é o principal exame a realizar quando há uma mínima suspeita de anemia.

Neste exame, o médico deverá ser capaz de analisar os seguintes parâmetros: número total de hemácias presentes, hemoglobina, hematócrito, volume corpuscular médio, hemoglobina corpuscular média, concentração de hemoglobina corpuscular média e ainda o Red Cell Distribution Width. Após o exame realizado, o diagnóstico é feito tendo em conta a idade e sexo do paciente, de acordo com os valores apresentados.

Em alguns casos, quando o problema já se encontra num estado mais avançado, poderá ser necessário avançar para outros exames para auxiliar o diagnóstico, nomeadamente como a dosagem de ferritina e ferro séricos, a eletroforese de hemoglobina, o teste da G6PD, o reste da resistência globular osmótica, o teste de Coombs, o teste de HAM e outros mais pormenorizados, contudo na grande generalidade dos casos, apenas com o hemograma é possível realizar um diagnóstico pormenorizado.

No que diz respeito aos valores apresentados no hemograma, é importante ter em atenção dois valores em particular, nomeadamente os valores da hemoglobina e do hematócrito, sendo que existem valores de referência a ter em consideração, nomeadamente:

Hematócrito – é considerado normal, de 41% a 54% nos homens e 35% a 47% nas mulheres
Hemoglobina – 13 a 17 g/dL nos homens e 12 a 16 g/dL nas mulheres

Ou seja, é diagnosticado anemia ao paciente quando os valores apresentados no exame realizado estiverem abaixo destas referências apresentadas agora, contudo é também importante lembrar que valores muito próximos a estas referências são comuns, não havendo qualquer risco de doença, podendo até ser um erro do laboratório, por isso é essencial que estes valores sejam analisados e interpretados por um médico.

Existem mulheres que vivem com anemia durante toda a vida e nunca tiveram problemas de saúde, principalmente aquelas que têm um grande fluxo menstrual, apresentando por isso valores mais baixos, sem quaisquer consequências.

Tratamento

Ao contrário do que acontece com a grande maioria dos problemas de saúde, no caso do tratamento da anemia, este deverá ser sempre direccionado à causa que levou ao seu aparecimento, isto é, à condição que leva um diagnóstico de anemia no organismo.

A maioria dos casos, requerem o uso de suplementos vitamínicos e direcionados para o problema em questão, como é o caso dos suplementos de sulfato de ferro, fumarato de ferro ou gluconato ferroso em forma de comprimido, soro ou até por transfusão, dependendo obviamente do estado de saúde do paciente e da sua necessidade. A falta de ferro é uma das causas mais comuns, por isso é importante também estar atento à deficiência de outras vitaminas e sais minerais que resultam na falta de ferro no sangue, sendo por isso necessário também recorrer ao tratamento dessas deficiências.

Existem muitos pacientes que conseguem que seja diagnosticada a doença a tempo de ser necessário apenas uma mudança de hábitos alimentares, baseada numa dieta equilibrada e em alguns casos abstenção de determinados alimentos. Em alguns casos, quando o problema está já bastante avançado ou até no caso de anemia aguda, é necessário recorrer a transfusão de sangue para um tratamento mais eficaz e rápido, tendo em consideração que um problema de sangue é algo que afeta todo o organismo.

Complicações

Apesar de não ser considerada por muitos especialistas como uma doença, mas sim um distúrbio, existem algumas complicações possíveis para os portadores deste problema, principalmente quando o diagnóstico e tratamento não é feito a tempo.

Algumas pessoas portadoras de anemia, podem vir a ter arritmia, sendo este um problema de ritmo cardíaco ou frequência do mesmo, é por isso uma preocupação para qualquer pessoa, já que depois de algum tempo desta estar instalada no organismo, poderá danificar levemente o coração e até causar uma insuficiência cardíaca.

Por outro lado, como foi explicado acima, a anemia é uma complicação que faz com que o sangue não consiga prover o oxigénio necessário para o bom funcionamento do organismo em geral de alguns órgãos em particular, por isso uma das possíveis complicações é a danificação desses mesmos órgãos afectados pela deficiência de sangue.

No caso dos pacientes terem outras doenças já instaladas no seu organismo, como o caso do vírus HIV ou até um câncer, a presença da anemia levará a uma série de complicações possíveis, como o enfraquecimento do organismo em geral e á rejeição dos tratamentos adequados para essas mesmas doenças.

Dieta

Como já foi referido, existem muitos pacientes e especialistas que encontram um tratamento ideal para cada caso, baseado muitas vezes numa alimentação equilibrada e numa dieta específica, orientada para as necessidades de cada organismo. Porém, existem alguns ajustes na alimentação que podem ser transversais a todos os pacientes, sendo que serão esses que vamos aqui abordar.

Para a ajuda na prevenção e tratamento da anemia, os médicos especialistas aconselham sempre os alimentos ricos em ferro, contudo é igualmente necessária uma boa presença de vitamina C, para que a absorção do ferro seja feita de forma eficaz e rápida.

Alimentos ricos em ferro

Apesar da grande maioria dos alimentos normais na alimentação de qualquer pessoa ter uma boa percentagem de ferro na sua composição, existem outros que têm uma maior percentagem e por isso também mais recomendados, nomeadamente:

– carne em geral, com a preferência para as carnes vermelhas
– “miúdos” de galinha, nomeadamente rins, fígado e coração
– pão de cevada
– feijão
– açúcar mascavado
– beterraba, provavelmente o alimento mais indicado pelos especialistas para a anemia
– chocolate meio amargo
– vegetais de cor escura, nomeadamente rúcula, espinafre, salsa, entre outros

Existe em necessidade diária de ingestão de ferro de acordo com o sexo e idade do paciente, nomeadamente:

Bebés dos 7 aos 12 meses – 11mg
Crianças dos 12 meses aos 3 anos – 7mg
Crianças dos 4 aos 8 anos – 10mg
Crianças dos 9 aos 13 anos – 8mg
Meninos dos 14 aos 18 anos – 11mg
Meninas dos 14 aos 18 anos – 15mg
Homens com mais de 19 anos – 8mg
Mulheres dos 19 aos 50 anos – 18mg
Mulheres com mais de 50 anos – 8mg
Mulheres grávidas – 27mg

Alimentos ricos em vitamina C

Por outro lado, a alimentação rica em ferro apenas fará algum sentido se a absorção deste for eficaz, por isso é também recomendado a ingestão de alimentos ricos em vitamina C, como por exemplo:

– citrinos, como laranja, limão, tangerina e toranja
– morango, abacaxi, acerola e caju
– maracujá, romã e mamão
– praticamente todo o tipo de verduras

É igualmente aconselhável a ingestão de vitamina B12, ajudando assim o transporte do oxigénio através do sangue, sendo que esta está presente em vísceras, carnes, ovos, leite e derivados, por isso é fácil perceber que esta deficiência é muito comum em veganos e vegetarianos, sendo por isso aconselhável os suplementos.

Por último, para os pacientes que já têm um diagnóstico de anemia no organismo, os médicos aconselham que sejam feitos alguns sacrifícios, nomeadamente a nível de excessos de alguns nutrientes que dificultam a absorção do ferro, como por exemplo o cálcio (ou seja, leite, queijo, iogurtes e outras fontes de cálcio na mesma refeição que é já rica em ferro) assim como as fibras, taninos e fitatos presente em pão e massas integrais.

Como prevenir a Anemia

Apesar da anemia poder surgir através de qualquer situação aguda, como um acidente ou uma perda de sangue involuntária, a maioria das situações que levam ao aparecimento da anemia é a falta ou deficiência de uma alimentação equilibrada.

Assim, para prevenir o aparecimento de anemia o mais indicado é a constante alimentação saudável e equilibrada, desde a infância até à idade adulta. É aconselhável o consumo em alimentos ricos em vitaminas, nomeadamente vitamina A, C e B12, assim como uma alimentação rica em ferro, ajudando a um bom desenvolvimento dos glóbulos vermelhos no sangue, prevenindo eficazmente o surgimento desta doença.

Hoje em dia, tendo em conta o estilo de vida que a maioria das pessoas leva devido à sua vida profissional, há cada vez mais a necessidade de introduzir uma alimentação balanceada e ponderada para prevenir o aparecimento de anemia, assim como outros tipos de problemas de saúde.

Anemia na Gravidez

Durante a gravidez há uma maior atenção para com o estado de saúde do nosso organismo, sendo que qualquer problema, por muito mínimo que pareça é sempre uma preocupação. Contudo a anemia na gravidez é algo muito comum, principalmente durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez, muito por culpa do aumento do volume de líquido no corpo. Porém, apesar de ser muito normal o seu surgimento, é algo que poderá tornar-se perigoso para a mãe e até para o próprio bebé, por isso deverá ser tratado o quanto antes, para evitar possíveis riscos para o bebé.

Como tratar

Tal como acontece no tratamento de anemia em qualquer paciente, durante a gravidez é igualmente necessário a ingestão de alimentos ricos em ferro, como o caso de lentilhas, espinafres, salsa e carnes em geral (com preferência para as carnes vermelhas), por outro lado, para que o ferro seja absorvido da forma ideal, é indicado também a ingestão de legumes, vegetais e frutas ricas em vitamina C.

Por outro lado, mesmo com todos os desejos que as grávidas têm, não é aconselhável a ingestão de chocolate e café, principalmente após as refeições, pois dificultam bastante a absorção do ferro. No caso de desejo extremo, aconselha-se um período de 2 horas após as refeições para a ingestão destes alimentos. Existem ainda médicos especialistas que aconselham os suplementos de ferro de 60mg para os períodos de gravidez mais complicados, contudo estes podem trazer outros problemas como a prisão de ventre e até o aumento do aparecimento de enjoos, muito típicos na maioria das gravidezes.

Riscos para a gravidez

Como referido em cima, a anemia apresenta vários tipos de riscos e complicações, ainda mais durante a gravidez em que estes podem surgir tanto na mãe como no próprio bebé, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento correcto deste. Assim, é natural que a mãe se sinta muito mais cansada e com sono do que geralmente se sentia, podendo também vir a perder muito mais sangue do que o normal durante o parto, fazendo assim com que a anemia se torne ainda mais grave após o parto, o que em termos práticos significa que a mãe terá uma maior dificuldade em cuidar do recém nascido.

Viver com anemia

Sendo um problema de saúde tão comum, existem milhões de pessoas a viver diariamente com o problema de anemia no organismo, conseguindo fazer a sua vida normalmente, apesar de pequenos episódios de recaídas. Mesmo que não seja uma doença que traga dores físicas muito comuns, existem outro tipo de sinais que dificultam bastante a vida das pessoas com anemia, principalmente quando estas pessoas não têm os devidos cuidados.

Assim, a primeira coisa a fazer é cuidar bem do seu corpo. É indicado que os pacientes durmam as horas suficientes para o organismo e cérebro descansem, assim como adoptar uma alimentação rica em frutas e legumes, nunca esquecendo a água, que deverá ser entre 1,5 litros e 2 por dia. É também aconselhável a prática de exercício físico moderado, sempre sob a orientação do médico que acompanha todo o processo.

Por outro lado, é aconselhável também que adopte um estilo de vida mais descontraído, evitando ao máximo as situações de stress, pois poderão desencadear ainda mais sintomas e tornar o dia-a-dia mais complicado. O nível de stress poderá levar a um aumento repentino do ritmo cardíaco e dado que a doença já tem esse tipo de sintomas, poderá trazer problemas mais graves, assim o melhor mesmo é evitar estados de nervos mais graves, como discussões ou até mesmo pensamentos negativos.

Por último, mas extremamente importante, é necessário que o paciente visite o seu médico regularmente, fazendo exames regularmente para acompanhar o progresso do problema de saúde e tendo em consideração que esta doença afecta as pessoas de forma diferente, o aconselhamento médico e o tratamento personalizado é essencial para viver bem com a anemia.