Anencefalia

Durante a formação do feto, dentro do útero, por vezes podem ocorrer anomalias no seu desenvolvimento, provocando malformações. Uma dessas malformações é a anencefalia.

A anencefalia é assim uma malformação fetal, em que o bebê nasce sem várias estruturas essenciais no sistema nervoso central, como o cérebro, cerebelo, meninges e calota craniana.

Esta malformação leva o bebê à morte logo que nasce, ou então, em casos muito raros, depois de algumas horas, ou mesmo, dias e meses.

Esta malformação fetal resulta do fecho incorreto do tubo neural, logo, ocorre entre o 23º e 28º dia da gestação. O fecho incorreto do tubo neural pode levar também ao desenvolvimento da espinha bífida

Causas da anencefalia

Existem diversos fatores e causas que podem levar ao surgimento desta malformação fatal.

Entre as várias causas que levam a esta alteração grave no desenvolvimento do bebê, encontram-se fatores genéticos, ambientais, e ainda, uma alimentação inadequada por parte da grávida.

Contudo, a causa mais comum é a insuficiência de ácido fólico durante a gravidez.

Como diagnosticar a anencefalia

Apesar de a anencefalia ser uma malformação que surge ainda no primeiro mês da gestação, só várias semanas mais tarde é que pode ser diagnosticada.

Assim, geralmente este problema é diagnosticado no primeiro exame de ultrassom, ou então, após as 13 semanas de gestação, através da dosagem de alfa feto proteína no líquido amniótico ou no soro materno.

Tratamento para a anencefalia

Como referimos em cima, a anencefalia é fatal, não havendo por isso nenhum tratamento que possa curar o problema e salvar a vida do bebê.

Anencefalia e aborto

Um bebê com anencefalia, como foi explicado em cima, acabará por morrer na quase totalidade dos casos logo após o nascimento, e no caso dos raros bebês em que isso não acontece, ao fim de pouco tempo. Além disso, ele não consegue ver, ouvir ou sequer sentir.

Sendo a anencefalia um problema sem cura e irreversivelmente fatal, o Supremo Tribunal Federal brasileiro, aprovou em 2013 uma lei que permite o aborto, sob critérios muito específicos, que foram definidos pelo conselho federal de medicina.

Os pais que, infelizmente tenham um bebê com anencefalia, podem assim abortar a gestação. Para isso terão de apresentar uma ultrassonografia do feto com 12 ou mais semanas, com 3 fotos que mostrem detalhadamente o cérebro, e assinada por dois médicos.

Ao contrário de em situações anteriores, já não é necessário uma autorização judicial para realizar o aborto do bebê com anencefalia. Há ainda pais que não pretendem fazer o aborto, preferindo doar os seus órgãos, depois da sua morte após o nascimento.