Antidepressivos – Para que Servem e Quando são Usados

O uso principal dos antidepressivos é o tratamento da depressão. Eles são também usados para o tratamento de outras doenças mentais e no tratamento da dor crônica. Na maioria dos casos, os antidepressivos são prescritos a pessoas com depressões moderadas a severas, como primeira forma de tratamento. Juntamente com os antidepressivos, pode também ser prescritas outras terapias, tais como a terapia cognitivo-comportamental (TCC).

A Terapia cognitivo-comportamental é um tipo de terapia que utiliza a abordagem de resolução de problemas para ajudar a melhorar o pensamento, humor e o comportamento do paciente. Os antidepressivos não são geralmente utilizados no tratamento de depressões leves, já que vários estudos mostram que estes medicamentos têm uma eficácia muito limitada nestes casos.

Contudo, podem haver exceções, se:

  • os sintomas da depressão leve durarem pelo menos desde há dois anos;
  • o paciente já teve episódios anteriores de depressão moderada a severa.

Inicialmente, são prescritos os inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS ou SSRI). Se os sintomas não apresentarem melhoras após quatro semanas, pode ser recomendado um antidepressivo alternativo. Dependendo das circunstâncias pessoais de cada individuo, este antidepressivo alternativo pode ser:

  • um tipo diferente de ISRS;
  • um inibidor da recaptação da serotonina e norepinefrina (SNRI);
  • um antidepressivo tricíclico (TCA);
  • um inibidor da monoamina oxidase (MAOI).

Doenças Mentais

Os antidepressivos podem também ser usados para tratar outras doenças mentais, incluindo:

  • transtorno de ansiedade generalizada ou desordem de ansiedade generalizada;
  • transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) ou distúrbio obsessivo-compulsivo (DOC);
  • Transtorno do pânico ou Síndrome do pânico;
  • fobias graves, tais como a agorafobia ou fobia social;
  • bulimia;
  • transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), estado de stress pós-traumático ou ainda síndrome pós-traumática.

Tal como na depressão, também os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) são geralmente a primeira escolha para esta condição. Se o ISRS se mostrar ineficaz, pode ser usado outro tipo de antidepressivo.

Dor Crónica

Apesar dos antidepressivos tricíclicos não serem originalmente elaborados para terem uma ação analgésica, existem provas que sugerem que são eficazes no tratamento de dores crónicas nos nervos, em algumas pessoas.

A dor crónica dos nervos, também conhecida como dor neuropática, é causada pela danificação do nervo ou quaisquer outros problemas relacionados com os nervos, e normalmente não responde aos analgésicos tradicionais, tais como o paracetamol.

A amitriptilina é o antidepressivo tricíclico mais usado para tratar a dor neuropática. As doenças que podem beneficiar do tratamento com a amitriptilina incluem:

  • síndrome complexa de dor regional (SCDR);
  • neuropatia periférica;
  • esclerose múltipla;
  • doenças onde o nervo fica preso, tal como a ciatalgia, também conhecida como ciática.

Os antidepressivos têm também sido usados para tratar casos de dor crónica que não envolvam os nervos (dor não neuropática). No entanto, pensa-se que são menos eficazes neste tipo de tratamentos. Tal como os TCA (antidepressivos tricíclicos), também os inibidores seletivos de recaptação de serotonina e os inibidores de recaptação de serotonina e norepinefrina podem ser usados para tratar a dor crónica não neuropática.

As doenças que causam dor não neuropática, e que podem beneficiar do tratamento com antidepressivos incluem:

  • fibromialgia;
  • dor crónica nas costas;
  • dor crónica do pescoço.

Enurese (incontinência) nas crianças

Os antidepressivos tricíclicos são por vezes utilizados para tratar a enurese nas crianças, já que ajudam a relaxar os músculos da bexiga. Isto aumenta a capacidade da bexiga, diminuindo a urgência em urinar.

serotonina

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