Camisinha (Preservativo) – Como Colocar, Eficácia e Instruções de Uso

A camisinha, ou preservativo masculino, é hoje em dia a forma mais prática e das mais seguras para evitar gravidezes indesejadas ou a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DST). Atualmente, com os jovens a começar cada vez mais cedo a sua vida sexual, e o número de parceiros a ser maior que há uns anos atrás, o conhecimento sobre métodos contraceptivos e métodos de proteção contra as DST é fundamental para uma vida sexual saudável e plena.

foto de preservativo vermelho

Neste artigo iremos explicar o que é a camisinha, a sua eficácia, vantagens e desvantagens, e ainda, as instruções de colocação e algumas precauções importantes.

Camisinha – preservativo masculino

A camisinha é então um método contraceptivo, que irá servir de barreira à passagem de espermatozóides e de fluidos de um parceiro para o outro. É o método mais utilizado em todo o mundo, tanto para evitar a gravidez, como também, para impedir o contágio de DSTs. O preservativo masculino é feito de poliuretano ou mais comummente, de látex, e normalmente já vem com lubrificação. Atualmente, existem em enorme variedade de cores e cheiros, e até há algum tempo atrás, até deliberação em contrário na Organização Mundial de Saúde, diferentes tamanhos. Hoje em dia existe apenas um tamanho universal. Este método deverá ser colocado antes do ato sexual se iniciar, e apenas deve ser retirado após a ejaculação.

Eficácia da camisinha

Como referimos atrás, a camisinha é utilizada como método contraceptivo mas também, na prevenção de Doenças sexualmente transmissíveis. A sua eficácia é diferente de situação para situação, sendo no entanto bastante eficaz, contando que seja corretamente colocado e utilizado, e que esse uso seja frequente e constante. De seguida iremos abordar a eficácia da camisinha para prevenir a gravidez, e também, contra a SIDA e outras doenças sexualmente transmissíveis.

Eficácia na prevenção da gravidez

Quando falamos da eficácia da camisinha contra a gravidez, são normalmente considerados dois valores. Estes valores estão relacionados com o uso perfeito e com o uso normal da camisinha. Quando falamos do uso perfeito, estamos a falar da eficácia teórica, já que os estudos não levam em conta qualquer uso menos correto do preservativo. Assim, considera-se que a eficácia do uso regular e constante da camisinha, sem qualquer falha na sua utilização, e apenas levando-se em conta potenciais falhas técnicas do método (como por exemplo um defeito), é grande. Contudo, como esta eficácia acaba por ser teórica, considera-se como real e efetiva a eficácia do uso normal, já que irá ter em conta todas as variáveis presentes no seu uso, desde defeitos a uma má utilização. No entanto, mesmo a eficácia do uso normal é considerada bastante alta.

Eficácia na prevenção da SIDA

A camisinha, apesar de não assegurar segurança total nas relações sexuais, reduz no entanto o risco de uma forma muito considerável. Nenhum vírus é capaz de atravessar o látex da camisinha, e sendo assim, se for usado de forma correta, irá diminuir quase para zero as probabilidades de infeção. Quando o material utilizado é pele natural, já esse grau de ficácia é muito menor, já que o vírus conseguirá atravessar. Assim, para prevenir a SIDA ou qualquer outra DST, as camisinhas de pele natural não devem ser usadas.

Eficácia na prevenção de outras DST

A camisinha é comprovadamente uma forma de proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis. No entanto, a eficácia altera-se de doença para doença. Assim, o uso constante e correto da camisinha irá oferecer um grau de proteção entre 60% a 80% nos casos da gonorreia, também conhecida na medicina por blenorragia, (Veja algumas Fotos interessantes de pacientes com gonorreia) e clamídia, e de 30% no caso da tricomoníase. Já o grau de eficácia em doenças como o HPV (vírus das verrugas genitais), e herpes genital é bastante menor, já que também podem ser transmitidos através do contato direto entre a pele dos dois parceiros, zonas que não estão protegidos pela camisinha.

Vantagens e desvantagens da camisinha

De seguida iremos apresentar as vantagens e as desvantagens do uso da camisinha.

Vantagens:
– Sendo um método prático, barato e de fácil transporte, é o ideal para qualquer relação, seja ela prevista ou não.
– Não existe contra-indicação no seu uso, à exceção de alguns casos de alergia ao látex.
– É o único método que associa uma proteção contraceptiva a uma proteção contra doenças sexualmente transmissíveis.

Desvantagens:
– Apesar de barato, o facto de apenas ser usado uma única vez, o seu uso frequente e constante pode implicar uma despesa com alguma relevância.
– Se tiver algum defeito, for mal colocado ou utilizado mais que uma vez, há boas possibilidades de permitir a passagem do esperma.
– Como referimos em cima, existem algumas pessoas alérgicas ao material mais comummente utilizado, o látex.

Como colocar a camisinha corretamente

A colocação correta da camisinha é um ponto fundamental para que este método seja verdadeiramente eficaz. Sendo feita de forma adequada, irá evitar potenciais rompimentos, ou alguma falha por onde poderia passar o esperma. De seguida iremos apresentar os passos para uma correta colocação da camisinha.

1º passo: em primeiro lugar, é importante verificar o prazo de validade da camisinha. Se não o fizer, estará sujeito a que ele se rompa mais facilmente.

2º passo: quando abrir a embalagem, deverá ter cuidado ao rasgar o envólucro, de forma a não danificar a camisinha.

3º passo: o utilizador da camisinha deverá apertar o reservatório (pequena zona na extremidade da camisinha), de forma a não deixar acumular ar.

4º passo: antes de começar a desenrolar a camisinha no pénis, deverá conferir qual o lado correto.

5º passo: de seguida, e ainda apertando o reservatório, deverá desenrolar a camisinha no pénis ereto até à sua base. Apenas deve fazê-lo quando o pénis se encontra nesta posição.

6º passo: antes de iniciar o ato sexual, deverá verificar e assegurar-se de que a camisinha não tem folgas ou espaços por onde possa passar qualquer fluido.

7º passo: nunca deverá usar novamente a camisinha depois de já ter ejaculado. Para cada ato sexual é necessário uma nova camisinha.

8º passo: logo que ejacule, deve ser retirada a camisinha. Tenha o cuidado de segurar a camisinha enquanto a retira da vagina ou do ânus, de forma a não haver qualquer vazamento de esperma.

E se a camisinha estourar? Precauções no uso

– Tenha o cuidado de guardar as embalagens de camisinhas num local adequado. Não o deverá fazer em carteiras, bolsos ou no porta-luvas das calças, pois ficarão expostas a uma temperatura mais alta, o que irá ter efeitos negativos na integridade da camisinha.
– Não deverá usar vaselina ou óleos como lubrificantes. Além de a camisinha já ter normalmente algum lubrificante, há ainda produtos apropriados, à base de água, que podem ser adquiridos em farmácias ou supermercados.
– Procure sempre usar marcas que sejam devidamente reconhecidas, e nunca se esqueça de cumprir os prazos de validade e as instruções inscritas na embalagem.
– Apesar da crença de que o uso de duas camisinhas em simultâneo dá maior proteção, na realidade esta prática é prejudicial. Além de poder impedir a correta circulação sanguínea, o uso das duas camisinhas cria maior atrito, que pode ser suficiente para ocorrer um rompimento.
– Antes de colocar a camisinha, lave bem as mãos, já que estas podem ter poeiras e micróbios, que poderão causar alguma infeção genital.