Causas da Leucemia Linfóide Aguda

A Leucemia linfoide aguda começa com uma alteração da estrutura do DNA encontrado nas células estaminais responsáveis ​​pela produção das células brancas do sangue. A esta situação dá-se o nome de mutação genética.

O DNA fornece ás células um conjunto básico de instruções, como quando crescer e se reproduzir. A mutação do DNA modifica essas instruções e as células-tronco (células-mães ou células estaminais) começam a produzir mais glóbulos brancos do que os necessários.

Para além de se produzirem mais que os necessários, os glóbulos brancos são também produzidos quando ainda são imaturos, e não têm as propriedades que combatem a infecção de que os glóbulos brancos adultos são capazes de combater.

O número de células imaturas (blastos ou células blásticas) aumenta rapidamente, conduzindo a uma diminuição de glóbulos vermelhos e plaquetas. Esta redução de células saudáveis (glóbulos vermelhos e plaquetas) causa muitos dos sintomas da leucemia aguda.

Ainda não se sabe ao certo o que desencadeia o desenvolvimento da doença e o que faz com que a mutação destas células estaminais ocorra. A maioria dos especialistas acredita que os desencadeantes da leucemia aguda na infância diferem dos da leucemia aguda nos adultos.

Possíveis Causadores da Leucemia Infantil

Pensa-se que cerca de 5% dos casos de leucemia linfoide aguda nas crianças seja causada por doenças genéticas relacionadas. Por exemplo, as taxas de leucemia tendem a ser maiores em crianças com síndrome de Down (Trissomia do cromossoma 21).

A exposição à radiação, seja antes ou depois do nascimento, é também conhecida como um fator de risco. No entanto, seria necessário um nível significativo de radiação, tal como a quantidade libertada durante o acidente nuclear de Chernobil que ocorreu a 26 de abril de 1986. Devido aos potenciais riscos de radiação nos bebês durante a gravidez, é raro o uso de técnicas e equipamentos médicos que usem radiação, como por exemplo os raios-X em mulheres grávidas.

A maioria dos casos de leucemia na infância ocorrem em crianças sem histórico de desordens genéticas ou de exposição à radiação.

Hipótese de Knudson

A maioria dos especialistas apoiam o que às vezes é referido como a Hipótese de Knudson “twohit theory” da leucemia infantil. A Hipótese de Knudson argumenta que existe um pequeno número de crianças que já nascem com uma vulnerabilidade pré-existente para o desenvolvimento de leucemia aguda, tal como uma mutação genética.

Contudo, a teoria sugere que essas crianças vão manter-se saudáveis, a menos que sejam expostas a um segundo estímulo (gatilho) ambiental, o ingrediente necessário para a doença se desenvolver. Muitos investigadores acreditam que este segundo gatilho (estímulo) esteja ligado a uma infecção durante a infância.

O Possível Papel da Infecção

Existe uma teoria que afirma que as crianças que têm uma vulnerabilidade pré-existente para o desenvolvimento de leucemia aguda, e que não são expostas a infecções em idade precoce, podem desenvolver um sistema imunológico imaturo. Quando o sistema imunológico encontra finalmente uma infecção, não funciona corretamente e causa a mutação das células estaminais.

A evidência que apoia esta teoria é que as crianças que participam em jogos de grupo em tenra idade são menos propensas a desenvolver leucemia aguda em comparação com aquelas que não participam, quando são muito jovens. As crianças que se juntam com outras a partir de tenra idade estão expostas a infecções comuns da infância que ativam e fortalecem o sistema imunológico, tornando-as mais resistentes a todas as infecções subsequentes.

Uma outra teoria é de que a leucemia pode ser o resultado da mistura de diferentes populações. Por exemplo, quando as pessoas se deslocam para outras zonas do país e vão viver numa nova cidade.

Esta mudança pode expor as crianças com vulnerabilidade pré-existente ao desenvolvimento de leucemia aguda, a infecções que o seu sistema imunitário ainda não aprendeu a reconhecer ou combater. Esta situação pode provocar um mau funcionamento semelhante e causar uma mutação nas células estaminais.

A prova disso por exemplo no Reino Unido, é que a maioria dos casos de leucemia foram registrados em zonas de grande escala populacional, onde as famílias vivem muito juntas (Bairros).

No entanto, estas teorias não estão de forma alguma a sugerir que a leucemia seja uma doença infecciosa, mas sim, causada por uma reacção rara a uma infecção.

Possíveis Gatilhos para a Leucemia Aguda no Adulto

A exposição ao benzeno é conhecida como um fator de risco para a leucemia aguda nos adultos. O benzeno é um químico encontrado na gasolina e também utilizado no fabrico de borracha. No entanto, existem controles rígidos para proteger as pessoas da exposição prolongada.

O benzeno também é encontrado nos cigarros, o que explica o porquê de os fumantes terem três vezes mais probabilidades de desenvolver leucemia aguda do que os não fumadores. As pessoas que realizaram quimioterapia e radioterapia em tratamentos anteriores, também têm um risco superior de desenvolver leucemia aguda.

Tal como acontece com a leucemia aguda na infância, a exposição a níveis elevados de radiação é também um factor de risco. As pessoas que passam longos períodos de tempo em aviões também têm um risco aumentado, isto devido á alta altitude oferecer menos proteção contra a radiação do sol. No entanto, esta situação só tem alguma relevância quando a pessoa já gastou pelo menos 5.000 horas de vôo.

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