Cirurgia Vascular – Riscos, Benefícios, Resultados, Recuperação e Pós-operatório

A cirurgia vascular trata cirurgicamente os doentes com doenças no sistema arterial, venoso, e linfático (excluindo as artérias intracranianas e coronárias).

Objetivo

A cirurgia vascular está indicada em doentes com doença vascular que não possa ser tratada por métodos menos invasivos e não cirúrgicos. O objetivo da cirurgia vascular é tratar doenças vasculares, que são doenças nas artérias e veias. A doença arterial envolve a coagulação do sangue, aterosclerose, e outros problemas vasculares nas artérias. A doença venosa relaciona-se com problemas nas veias. Alguns problemas vasculares apenas acontecem nas artérias, enquanto outros só nas veias, e alguns afetam tanto as veias como as artérias.

Demografia

À medida que as pessoas envelhecem, as doenças vasculares são mais comuns. Como raramente provocam sintomas nos estádios iniciais, muitas pessoas não se apercebem que sofrem deste tipo de doença. Dos oito milhões de americanos com doença vascular periférica (DVP), uma grande percentagem é masculina. Na maioria dos casos a obstrução é provocada por um ou mais coágulos sanguíneos que tenham chegado aos pulmões de outra parte do corpo.

Fatores que aumentam probabilidade de sofrer de doença vascular:

• aumento da idade (resulta na perda de elasticidade nas veias e válvulas)
• história familiar de doença vascular ou cardíaca
• doença ou lesões
• gravidez
• períodos prolongados de inatividade (sentado ou acamado por muito tempo)
• fumar
obesidade
hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, outras condições que afetem a saúde do sistema cardiovascular
• falta de exercício físico

Descrição

Na cirurgia vascular aplicam-se técnicas relacionadas com cirurgias endovasculares como: angioplastia por balão com ou sem stent, colocação de stent/agrafo vascular endovascular periférico, trombólise e outros auxiliares para a reconstrução vascular.

O sistema vascular é uma rede de vasos sanguíneos onde circula o sangue para o coração e pulmões. O sistema circulatório (composto por coração, artérias, veias, capilares e sangue a circular) sustenta as células sanguíneas e remove os desperdícios. As artérias transportam sangue oxigenado do coração até às células.

As veias fazem o retorno do sangue das células para os pulmões para ser reoxigenado e ser colocado novamente em circulação pelo coração.

A aorta é a maior artéria que sai do coração; depois subdivide-se em artérias mais pequenas que vão para todo o lado do corpo. As artérias, à medida que estreitam, ligam-se a vasos sanguíneos mais pequenos, chamados capilares. Nestes capilares, o oxigénio e nutrientes são libertados do sangue para as células, e os desperdícios das células são recolhidos. Os capilares ligam-se às veias, que fazem o sangue retornar ao coração.

O tronco da aorta nasce do coração, no sentido ascendente, curvando para trás e descendo ao longo do peito (tórax) e abdómen. As artérias ilíacas, que se ramificam da aorta fornecem sangue à região pélvica e membros inferiores. A secção torácica da aorta distribui sangue à parte superior do corpo, ao longo do tórax. A aorta abdominal fornece sangue à parte inferior do corpo, ao longo do abdómen.

As doenças vasculares são geralmente provocadas por condições que obstroem ou enfraquecem os vasos sanguíneos, ou danificam as válvulas que controlam o fluxo sanguíneo de e para fora das veias, retirando-lhes nutrientes sanguíneos e oxigénio.

Algumas doenças comuns que afetam as artérias são: doença arterial periférica (DAP) ou doença vascular periférica (DVP), doença obstrutiva das carótidas, e aneurisma da aorta abdominal (AAA).

A cirurgia vascular é usada para o tratamento específico de doenças arteriais como a aterosclerose, para prevenir enfartes ou ataques cardíacos, melhorar ou aliviar a angina de peito ou a hipertensão, remover aneurismas, melhorar a claudicação e salvar as pernas que de outra forma seriam amputadas.

As escolhas envolvem reparação da artéria, fazer bypass ou substituir.

À medida que as pessoas envelhecem, a aterosclerose, comummente denominada de artérias duras, acontece devido à passagem constante de sangue nas artérias. Pode acontecer de várias formas, na qual a aterosclerose é a mais comum (endurecimento da porção mais interna). Isto acontece quando os conteúdos gordos ricos em colesterol ou cálcio (placas) se depositam na porção interna da veia. Levando a um estreitamento do diâmetro interior do vaso sanguíneo.

Eventualmente a artéria fica tão estreita que se forma um coágulo sanguíneo (trombo), e bloqueia a circulação sanguínea para uma zona do corpo. A esta condição dá-se o nome de doença arterial periférica.

Outra forma de aterosclerose, carateriza-se pela formação de uma área áspera ou ferida no interior da artéria. Os coágulos sanguíneos tendem a desenvolver-se nesta ferida, libertar-se e continuar na circulação sanguínea até formarem uma obstrução no local onde a artéria fica mais estreita. A uma obstrução resultante de um coágulo sanguíneo formado num local do corpo dá-se o nome de embolismo.

Quem tenha zonas afetadas pela doença arterial periférica pode ser tratado com recurso à angioplastia por balão para desobstruir o vaso. Na maioria das vezes coloca-se um stent durante a angioplastia para manter a artéria desobstruída. O tipo de cirurgia para tratar a doença arterial periférica depende do tamanho e localização do dano na artéria.

Os seguintes procedimentos cirúrgicos são usados para tratar a doença arterial periférica grave:

• cirurgia bypass, aplica-se a pessoas com várias zonas obstruídas ou uma obstrução longa contínua
• recorre-se a bypass aortobifemoral quando a doença arterial periférica afeta a artéria principal (aorta) e as artérias que se ramificam dela
• na tromboendarterectomia, removem-se as camadas internas da artéria afetada, ficando só camada exterior da artéria
• a ressecção envolve uma técnica de remoção da artéria doente acompanhada de aneurisma; cria-se um bypass com um enxerto sintético
• num enxerto bypass, usa-se um enxerto de veia de outro local do corpo ou um enxerto de material artificial para criar um desvio à volta da artéria obstruída
• recorre-se ao bypass tibioperoneal para tratar doença arterial periférica (DAP) que afete artérias na perna ou pé
• o bypass femoropoplíteo aplica-se no tratamento da (DAP) que afete artérias acima e abaixo do joelho
• a embolectomia é uma técnica em que se remove um coágulo de sangue da parede da artéria usando um cateter com balão insuflável
• a trombectomia é uma técnica em que se insere um cateter balão na artéria afetada para lá do coágulo sanguíneo. O balão é insuflado e depois puxado de volta, trazendo o coágulo consigo

Os aneurismas acontecem quando os vasos sanguíneos enfraquecidos sobressaem como balões à medida que o sangue circula. Assim que tenham atingido um certo tamanho, há o risco de rutura e consequente sangramento perigoso. Existem dois tipos de aneurismas aórticos: aneurisma da aorta abdominal (AAA) e aneurisma da aorta torácica.

Esta classificação baseia-se no local onde o aneurisma acontece ao longo da aorta. Os aneurismas são mais comuns na aorta abdominal do que na torácica.

A maioria dos coágulos sanguíneos forma-se nas pernas, mas também se podem formar nas veias dos braços, do lado direito do coração ou mesmo na ponta de um cateter colocado numa veia. As seguintes condições venosas ocorrem nas veias das pernas:

• veias varicosas (varizes)
• flebites
• estase venosa
• trombose venosa profunda (TVP)
• claudicação
• coágulos sanguíneos

A doença obstrutiva das carótidas ocorre quando as artérias do pescoço que fornecem sangue ao cérebro ficam obstruídas; esta pode levar a enfarte.

Uma obstrução linfática carateriza-se pelo bloqueio dos vasos linfáticos, que drenam fluidos dos tecidos ao longo do corpo, permitindo que as células imunitárias cheguem onde são precisas. Algumas das causas da obstrução linfática (também conhecida como edema dos nódulos linfáticos) incluem infecções como celulite infecciosa crónica ou infecções parasíticas como a filaríase, traumatismo, tumores, certas cirurgias incluindo a mastectomia, e radioterapia.

Existe uma forma rara de linfedema congénito que resulta da anormalidade no desenvolvimento dos vasos linfáticos. A maioria dos doentes com linfedema não precisa de cirurgia, pois os sintomas são tratados por outras técnicas.

A terapia cirúrgica para o linfedema envolve a remoção de tecido que contenha os nódulos linfáticos anormais, e a menos comum, transplante de tecido de zonas com os tecidos linfáticos normais para áreas com drenagem linfática anormal. Em casos raros recorre-se ao bypass do tecido linfático anormal, por vezes usa-se enxertos venosos.

Outros exemplos de cirurgia vascular:

• aneurisma cerebral
• oclusão grave arterial e enxerto
• endarterectomia carotídea
• enxerto endovascular
• disfunção erétil vasculogénica
• aneurisma da artéria renal
• cirurgia em varizes (veias varicosas)
• amputação de membros inferiores

Diagnóstico/Preparação

Para um doente ser diagnosticado com doença vascular, primeiro tem de ser avaliado clinicamente por um cirurgião vascular, concretamente historial médico e exame físico. Um cirurgião vascular também lida com desordens vasculares por meios não invasivos, incluindo terapêutica com medicamentos e gestão de fatores de risco.

Os sintomas de aterosclerose, trombose, embolismo ou aneurisma dependem da artéria afetada. Estas condições podem provocar dor, mas na maioria das vezes são assintomáticas.

O médico tem várias formas de sentir, ouvir, medir e mesmo ver obstruções arteriais. Muitas artérias no corpo podem ser sentidas ou palpadas. O médico pode sentir o pulso numa zona onde pense estar afetada. Normalmente quanto mais avançada for a aterosclerose, menos se sente o pulso.

À medida que a artéria fica obstruída, pode-se ouvir um ruído idêntico à água a bater em rápidos rochosos. O médico pode ouvir este ruído diretamente ou usar um sistema especial de amplificadores para ouvir o ruído. Os seguintes exames servem para determinar se a circulação sanguínea arterial está normal:

• índice tornozelo-braquial (ITB)
• arteriografia
• medida da pressão segmentar
• ecografia
• ressonância magnética
• tomografia computorizada
• angiografia
• linfangiografia
• linfocintilografia
• pletismografia
• eco doppler duplex

A doença vascular por coágulos sanguíneos pode ser assintomática até o coágulo ser grande o suficiente para bloquear o fluxo sanguíneo na veia. Os sintomas seguintes podem surgir de repente:

• dor
inchaço repentino no membro afetado
• pele com tom azul-vermelhado
• aumento das veias superficiais
• pele quente ao toque

Muito provavelmente o médico fará uma avaliação de todos os sistemas do organismo, incluindo coração, pulmões, sistema circulatório, rins e sistema gastrointestinal. A decisão sobre avançar para cirurgia ou não será baseada no resultado destes exames.

Para os doentes de elevado risco para a cirurgia vascular, algumas investigações mostraram que tomar beta-bloqueadores orais uma a duas semanas antes da cirurgia e continuar a tomar durante duas semanas após o procedimento pode reduzir significativamente as probabilidades de morrer ou sofrer um ataque cardíaco. Os cientistas suspeitam que o medicamento melhora o equilíbrio de oxigénio na parede cardíaca e estabiliza a formação de placas nas artérias.

Pós-operatório da Cirurgia Vascular

O tempo nos cuidados intensivos e de hospitalização depende da evolução de cada cirurgia, bem como do tempo de recuperação e de vários fatores. Como a cirurgia para o aneurisma da aorta abdominal (AAA) é mais delicada, o doente pode esperar ficar nos cuidados intensivos durante 24 horas, e no hospital entre cinco e dez dias, isto se o doente for saudável, com cirurgia e pós-operatório tranquilo.

Se houver complicações, o tempo de internamento irá aumentar. Pode levar até seis meses para recuperar completamente de uma cirurgia de um AAA.

Praticar um “estilo de vida saudável” é a melhor forma de prevenir e controlar as doenças vasculares: não fumar; comer comidas nutritivas e baixas em gordura; praticar exercício físico; manter um peso saudável; e controlar alguns fatores de risco como a tensão arterial elevada, colesterol alto, diabetes, hipertensão e outros fatores que contribuem para a doença vascular.

Medicamentos que podem ser usados para tratar a doença arterial periférica:

• aspirina e outros anti-trombócitos para tratar dores nas pernas
• estatinas para baixar os níveis de colesterol
• medicamentos para controlar a tensão arterial
• medicamentos para controlar os diabetes
• anticoagulantes é raro, mas não sempre, usar no tratamento da doença arterial periférica a não ser que o paciente tenha um risco elevado para formar coágulos sanguíneos

Riscos da Cirurgia Vascular

Todas as cirurgias têm riscos. Há risco de infecção sempre que se fazem incisões. As cirurgias ao peito ou aquelas que envolvem grandes vasos sanguíneos têm mais riscos de complicações. Os doentes que fumem, tenham tensão arterial elevada, doença pulmonar obstrutiva crónica ou insuficiência renal, ou outra doença têm mais riscos de desenvolver complicações durante e após a cirurgia.

Outros riscos da cirurgia vascular:

• sangramento
• enxertos falhados ou obstruídos
• ataque ou enfarte cardíaco
edema e inchaço das pernas
• pessoas com mais de 65 anos têm mais risco de sofrer alterações cerebrais após uma grande cirurgia
• quanto mais danificado estiver o sistema circulatório antes de cirurgia, há uma maior suscetibilidade para um declínio mentar após a cirurgia vascular
• impotência

O doente pode falar com o cirurgião sobre os riscos após uma cuidada análise do historial médico e exame físico do doente.

Resultados

A taxa de sucesso da cirurgia vascular varia consoante um número de fatores que podem influenciar a decisão de fazer ou não a cirurgia, bem como os resultados.

A probabilidade de um aneurisma romper aumenta consoante o tamanho do aneurisma; Os Aneurismas da Aorta Abdominal, inferiores a 4cm de diâmetro têm um risco de rutura de 2%, enquanto os maiores que 5cm de diâmetro têm um risco de rutura de 22% em dois anos.

As cirurgias de bypass arterial e bypass periférico têm grandes taxas de sucesso. A maioria dos doentes submetidos a cirurgia de um Aneurisma da Aorta Abdominal recuperam bem, exceto no caso de rutura. A maioria dos doentes com rutura do aneurisma da aorta falece. Geralmente a cirurgia de um aneurisma já rompido não é bem-sucedida, devido à excessiva e rápida perda de sangue.

A terapia cirúrgica para o linfedema tem um sucesso limitado e requer muita experiência e conhecimentos técnicos.

Taxas de Morbilidade e Mortalidade

A doença vascular periférica afeta mais de 10 milhões de pessoas nos Estados Unidos da América, incluindo 5% de pessoas acima de 50 anos de idade. Apenas um quarto dos doentes com doença arterial periférica recebe tratamento. Por ano, nos Estados Unidos da América mais de cinco milhões de pessoas desenvolve esta problema de saúde. Mais de 600000 americanos fazem um embolismo pulmonar por ano. E claro, cerca de 200000 pessoas morrem devido à sua doença.

Alternativas

Existem algumas alternativas para tratar a doença vascular, mas ainda há que investigar exaustivamente. A acupuntura é usada para ajudar na hipertensão e pensa-se que a terapia por quelação ou terapia quelante pode estabilizar os efeitos da doença vascular. O objetivo deve ser manter uma dieta adequada e estar atento à história familiar de doença vascular para uma deteção atempada.

PERGUNTAS A FAZER AO MÉDICO

• A minha doença vascular pode ser controlada com mudanças no meu estilo de vida?
• Se for necessário intervir, serei candidato a uma intervenção radiológica menos invasiva?
• Quais os riscos e benefícios desta cirurgia?
• Quais os resultados normais desta cirurgia?
• O que acontece se esta cirurgia não correr como planeado?
• Qual o tempo de recuperação?

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02. Novembro 2013 by admin

Comentários no Forum (8)

  1. Ola minha mae fara um procedimento na veia do pescoco do lado direito tem a ver com a safenas dela.Por que minha mae sente muitas dores nas pernas inchaco mais na perna esquerda
    O procedimento na veia do pescoco ira melhorar a circulacao sanguinea da minha mae?.

  2. Tive 3 tromboses venosas profundas a última o ano passado todas na perna direita neste momento cada vez tenho mais sequelas como mal consigo andar arrasto a perna muito pesada e não tenho força nem aguento muito tempo de pé nem a andar.deixei de ter vida própria porque cada vez tenho mais incapacidade espero por uma ressonância magnética para decisao

  3. Olá, fiz baypass aortobifemoral em 04/12/2015, a cirurgia foi dentro da medida do possível tranquila, mas durante a internação sofre de cólicas horríveis, que depois de investigação confirmou a falta de irrigação sanguínea no intestino, altura do reto médio. Fui encaminhada para vários especialistas, que afirmavam que o organismo encontraria uma forma de reverter essa situação e fui tratada com anti inflamatórios depois antibióticos, até que em 03.02.2015, depois de dois meses com dores incapacitantes tive um ataque séptico e fui internada as pressas com o intestino perfurado, possei pela cirurgia para retirada da parte doente do intestino e fiz a colostomia que segundo o médico só sera revertida em 2017, pela gravidade da situação. Segundo os profissionais que me atenderam até então e foram vários, meu caso foi bem isolado dentro da medicina de cirurgias vasculares, ou seja, desconhecem casos anteriores. Portanto acredito que devam considerar essa reação como uma possibilidade pós cirúrgica, pois minhas dores não tinha credibilidade até não acontecer o pior.

  4. Oii gente tenho 21 anos, e estou me recuperando de uma angioplastia iliaca que fiz 29/07/2015, estou muito feliz pois era tudo o que eu queria, vou ver meu médico na quarta-feira estou ansiosa.
    Olha ele é um excelente médico Dr. Fábio Henrique Rossi, atende atualmente no Instituto Dante Pazzanese, muito atencioso, e muito experiente.
    Bom deixo aqui um pouquinho da minha experiência, foi um pouco dolorido, mais valeu a pena, é uma dor suportável passa rápido e a volta pra casa foi rapidinha. Beijos

  5. FIZ AOTOBIFEMURAL TERIA DIREITO A APONSENTADORIA………….

  6. fiz aorta bifemoral tenho diret a aposentadoria

  7. fiz a cirurgia aorta iliacas,femoral profunda e infra renal. hoje faz dois meses e vinte dois dias após a cirurgia. já posso levar uma vida normal.

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