Cistite – Tratamento, Sintomas, Causas e Diagnóstico

A cistite, apesar de muitas vezes ser denominada apenas como infecção de trato urinário até por médicos, este problema de saúde poderá ter causas diferentes e consequências mais graves.

Este problema de saúde tem como principal causa uma infecção através de bactérias naturais, na flora intestinal, sendo que no caso de não existir um tratamento imediato e eficaz, poderá trazer graves problemas futuros.

Geralmente, sempre que este problema de saúde é referido, existe uma bactéria que é mencionada vezes sem conta, a tão famosa e referida em todo o lado Escherichia coli, muitas vezes também mencionada apenas como E. Coli.

Apesar desta bactéria poder estar presente no nosso organismo, sem trazer nenhum tipo de problemas, quando esta bactéria entra dentro do sistema urinário, as consequências podem ser mais graves e a prova disso é a Cistite.

Apesar da cistite poder surgir em ambos os sexos e independentemente da idade, a maioria dos pacientes são mulheres adultas, já que as suas características anatómicas favorecem o seu aparecimento. No caso dos homens, depois dos 50 anos, é também mais comum do que em idade inferior, devido ao crescimento da próstata.

O que é ?

Apesar da cistite muitas vezes ser denominada de infecção urinária, este é o nome mais generalizado e comum que é dado a qualquer tipo de infecção que se manifesta em todo o trato urinário, sendo que dependendo da zona afectada, existem nomes específicos, como é o caso da cistite.

Assim, quando esta infecção está localizada na uretra, o canal interior que leva a urina desde o momento em que sai da bexiga até ao exterior do corpo, o nome comum é a uretrite, enquanto que se a infecção atingir a bexiga e não os canais por onde a urina passa, o nome dado é cistite.

Por isso, em termos práticos, a cistite é uma inflamação da bexiga, originada por uma infecção bacteriana, sendo que o tratamento é simples, no entanto os sintomas são bastante dolorosos e causa um mau estar constante. Apesar do tratamento ser muito simples e na maioria das vezes não existirem complicações, no caso das bactérias deixarem a bexiga para se deslocarem para os rins, poderá existir complicações e surge a doença pielonefrite, mais grave e com tratamento mais intenso do que a cistite, podendo até em alguns casos levar à morte por infecção generalizada.

Causas

Quando se fala de infecção urinária, as causas são variadas, podendo até ser contagiada por outra pessoa, mesmo que seja das causas menos comuns. Contudo, quando estamos a falar da cistite, a infecção na bexiga, as causas são mais específicas e em muitos casos fáceis de perceber.

A grande maioria das infecções urinarias são causadas pela presença da bactéria E.coli, no entanto apesar destas bactérias serem muito comuns nos intestinos, a cistite acontece quando estas se conseguem colonizar na região vaginal, tornando-se assim numa das principais causas para o aparecimento da cistite.

Por outro lado, a higiene ou a falta dela (sendo que dado que as mulheres são sempre extremamente higiénicas, esta causa é muito mais comum nas crianças em período escolar), é também outra das causas mais comuns na maioria das mulheres, assim como o aumento da actividade sexual, sendo esta muito comum nas mulheres dos 20 aos 50 com uma actividade sexual normal.

Existem ainda outras possíveis causas, sendo que estas são menos comuns que as apresentadas em cima, nomeadamente a necessidade de uso de cateteres, a presença de doenças sexualmente transmissíveis (sendo que neste caso existem ainda outras complicações que requerem cuidado específico do médico) e por último, a presença de certos parasitas.

Tipos

Apesar desta doença ter causas específicas e sintomas concretos, assim como tratamentos eficazes e relativamente simples, existem diversos tipos de cistites, sendo que estes diferem essencialmente na causa que leva ao aparecimento da doença e ainda da evolução das mesmas.

Cistite Bacteriana

Este é o tipo de cistite mais comum na maioria da população, sendo que como o próprio nome indica, a sua causa principal é a presença de bactérias, nomeadamente a bactéria E. Coli que é transferida do intestino para a uretra, chegando consequentemente à bexiga, causando a infecção.

Cistite Intersticial

Neste tipo de cistite, geralmente nunca existe a presença de bactérias, sendo que existem muitos especialistas que consideram até uma lesão na bexiga em vez de uma infecção, causando por isso uma irritação constante. Não há conhecimento sobre a causa para o seu surgimento, havendo até especialistas que defendem a teoria de que é o próprio organismo que ataca a bexiga, não sendo necessário um factor externo.

Cistite Eosinofílica

Este tipo de cistite é muito raro, sendo que até o diagnóstico é mais difícil do que os restantes, sendo necessário uma biópsia para resultados definitivos. Também não há conhecimento sobre as causas, contudo sendo esta causada pela infiltração da parede da bexiga por um grande número de eosinófilos, os especialistas acreditam que é muito comum em crianças, devido à administração de alguns medicamentos.

Cistite por Radiação

Este tipo de cistite é muito comum em pacientes que estejam a usar radioterapia para o tratamento de câncer, sendo que o tratamento deverá igualmente ser muito específico e cuidado, devido à presença de um tumor no organismo.

Cistite Hemorrágica

Este é o tipo de cistite que apresenta os sintomas mais dolorosos, com a presença de sangue na urina e até a possibilidade de surgimento de febre. Neste caso as causas mais comuns é o uso prolongado de cateteres, bactérias e até medicações desreguladas.

Cistite nos Homens x Cistite nas Mulheres

Como referido anteriormente, a cistite é muito mais comum nas mulheres do que nos homens, principalmente pela anatomia do corpo da mulher, nomeadamente na proximidade que a uretra feminina tem com o ânus. Além disso, a uretra masculina é bem maior, dificultando assim que a bactéria chegue facilmente à bexiga, ficando muitas vezes pelo caminho e raramente causando problemas no organismo do homem.

Assim, existe uma espécie de vantagem anatómica por parte dos homens para uma protecção quase natural em relação há doença, contudo existem situações que anulam praticamente essa vantagem, nomeadamente o sexo anal ativo, principalmente aquele que é feito sem o uso de protecção, facilitando assim o contacto directo entre a uretra e as bactérias intestinais, porém não quer dizer que a prática de sexo anal por parte dos homens seja uma causa comum para o aparecimento da cistite pois existem outros factores que dificultam o aparecimento deste problema de saúde.

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Por último, mas não menos importante, as doenças da próstata são também uma das grandes diferenças que existe entre o homem e a mulher, importante para o caso da cistite.

Com o aumento da idade, a tendência para o aumento da próstata é natural, fazendo assim com que a uretra seja comprimida causando automaticamente a obstrução à saída da urina, ou seja, tendo em consideração que a saída da urina funciona como prevenção e protecção para a cistite, neste caso essa protecção não acontece.

Assim, tendo em consideração que ficam sempre resíduos de urina no interior da bexiga, a multiplicação das bactérias é mais comum e por isso torna mais frequente o aparecimento da doença.

Sintomas

Tal como em qualquer outro problema de saúde, nomeadamente os que estão ligados ao sistema urinário, existem vários possíveis sintomas que possam surgir, principalmente aqueles que estão ligados directa ou indirectamente com a bexiga e o trato urinário. Assim, entre os sintomas mais comuns, destaca-se:

  • necessidade de urinar com frequência, mais frequência do que o normal, mesmo nos instantes depois de esvaziar a bexiga
  • sensação de dor ou ardor no momento de urinar
  • uma sensação de pressão ou dor na zona abdominal, no centro, assim como a possibilidade de dor nas costas, como se se tratasse de dores de rins
  • possibilidade de aparecimento de febre, mesmo que de baixas temperaturas, apesar de não ser muito comum
  • urina turva ou até com sangue, causando assim um cheiro mais forte e até desagradável

Em alguns casos, nomeadamente em homens com uma idade avançada, existe a possibilidade dos sintomas se confundirem com os presentes na doença da próstata, contudo quando surge o aparecimento de mais que um episódio de infecção urinária em homens de idade avançada, poderá ser indicativo de cistite e por isso é aconselhável a consulta médica urgente.

Fatores de Risco

No que diz respeito aos fatores de risco para o aparecimento da cistite, é importante mencionar que após a entrada da bactéria na bexiga, esta geralmente é expulsa através da urina ou da acção de urinar, sendo que se esta acção é interrompida ou dificultada, causa riscos no seu tratamento e na sua evolução.

Assim, como principais fatores de risco, destaca-se a obstrução da bexiga ou da própria uretra, que geralmente acontece devido à estagnação da urina, sendo este o mais comum e frequente.

Por outro lado, devido a outros problemas de saúde, existe a necessidade de por vezes serem inseridos instrumentos directamente no trato urinário, como é o caso da cistoscopia. Uma atividade sexual ativa é também um factor de risco, contudo este é provavelmente um dos menos preocupantes e que a maioria dos pacientes nem associa ou se lembra.

Por último, mas não menos importante, a gravidez, a diabetes, a nefropatia analgésica ou nefropatia de refluxo, são outros possíveis fatores de risco para a cistite.

Diagnóstico

Tal como acontece com outros problemas de saúde do sistema urinário, o diagnóstico da cistite geralmente não necessita de nenhum exame específico, sendo que a maioria dos médicos recorre unicamente à partilha dos pacientes em relação aos sintomas que apresenta.

Em alguns casos específicos o médico poderá necessitar de um exame à urina do paciente para comprovar o diagnóstico, contudo dado que este demora entre dois a quatro dias para ficar pronto, a maioria dos médicos avança com um tratamento inicial.

Em termos práticos, sempre que as mulheres jovens apresentam sintomas de ardência no momento de urinar, o diagnóstico imediato é cistite, sendo que não está errado prescrever antibióticos para a infecção urinária, sem recorrer a exames, pois na grande maioria dos casos é o necessário para tratar o problema.

Apenas nos casos de cistite de repetição, infecções em homens ou quando existem dúvidas em relação aos sintomas, os especialistas recorrerem ao exame de cultura de urina para encontrarem o tratamento adequado. É ainda necessário mencionar que nem todas as pessoas que apresentam bactérias na urina e alguns sintomas da cistite, tenham já a doença no organismo, pois poderá tratar-se de outro problema de saúde, nomeadamente uma infecção bacteriana, sem os efeitos secundários que a cistite apresenta.

Possíveis Complicações

Como qualquer outros problema de saúde, independentemente da sua origem ou das causas que levam ao seu surgimento, quando o diagnóstico é feito da forma correcta e com a rapidez desejada, o tratamento ideal é prescrito por especialistas e geralmente não existem complicações possíveis para o organismo do paciente.

Por outro lado, todas as doenças que afectam o sistema urinário e o trato urinário, tornam-se demasiado desconfortáveis para o paciente, nomeadamente os sintomas, causando até alguma necessidade de mudança de hábitos e de tarefas do dia-a-dia. Porém, no caso da cistite, apesar de ser bastante desconfortável enquanto não está a ser tratada, na maioria das vezes acaba por desaparecer sem qualquer tipo de complicações.

Contudo, existem excepções, não só na cistite como em qualquer outro tipo de problema de saúde, sendo que as mais comuns são:

infecção no trato urinário crónica ou recorrente, sendo que geralmente acontece quando a cistite não é diagnosticada a tempo ou quando o tratamento não está a fazer o efeito desejado;

infecção renal aguda, podendo trazer ainda mais problemas de saúde, como o caso da repentina capacidade dos rins retirarem os resíduos do seu interior, necessitando assim de um tratamento mais agressivo;

outras complicações a nível de rins e bexiga, fruto de um mau funcionamento contínuo e porlongado de ambos os órgãos.

Existem ainda casos de que a cistite evoluiu, por falta de tratamento, para pielonefrite, sendo que apesar de existir tratamento adequado, é necessário acompanhamento especializado para evitar evolução.

Tratamento

Na maioria dos casos, desde que não haja complicações conhecidas, a cistite é tratada através da prescrição de antibióticos e o tratamento requer apenas 3 dias para que haja melhorias.

Contudo este tratamento simplificado é aconselhado para mulheres jovens, que não tenham histórias de outros episódios da doença, sendo que no caso dos homens, o tratamento deve ser feito sempre pelo mínimo de 7 dias.

Os fármacos mais comuns são o Bactrim, da família das quinolonas (geralmente ciprofloxacina ou norfloxacina) ou um derivado de penicilina ou nitrofurantoína. Existem ainda alguns médicos que prescrevem o tratamento através de medicamentos como Cystex e Pyridium, no entanto estes não têm efeitos antibióticos, apenas servem para aliviar temporariamente as dores, não eliminando a bactéria, para isso é necessário o antibiótico.

No caso das mulheres que têm várias infecções de bexiga, tornando-se até repetitivas, os especialistas aconselham que tomem um antibiótico após a relação sexual para evitar a infecções, sendo que em alguns casos é até aconselhável a prevenção da mesma com uma série de vacinas para a E. Coli, reduzindo drasticamente a ocorrência de cistites, porém neste último caso o tratamento serve apenas como prevenção e para as infecções que têm origem na bactéria mencionada.

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Fitoterapia

Antes de perceber a ligação que a fitoterapia tem perante a cistite, é imprescindível saber exactamente do que se trata, dado que é um nome menos comum. Geralmente é denominado apenas de tratamentos naturais ou caseiros, contudo a fitoterapia é essencialmente o estudo feito a plantas medicinais e as suas aplicações na cura de algumas doenças, existindo há imensos anos.

Contudo, ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, a fitoterapia não engloba o uso das plantas propriamente ditas, mas sim os seus extratos, tratando-se essencialmente de medicamentos elaborados por técnicas de farmácia, industrializados, que estão ao alcance da maioria das pessoas.

Já no que diz respeito à cistite, existem várias plantas que ajudam a prevenir e tratar este problema de saúde, mas apesar de serem produtos naturais e de existir um pouco mais de liberdade por parte dos pacientes, existem muitos que fazem a sua própria prescrição, criando assim outro tipo de problemas, já que mesmo a medicação natural requer atenção.

Assim, nunca se deve utilizar a fitoterapia sem prescrição e acompanhamento médico especializado, para garantir que é feita a prescrição indicada tendo em consideração os sintomas, a frequência e ainda a duração das cistites. Tal como acontece em outros problemas de saúde, existem algumas plantas que têm resultados mais eficazes que outras, sendo que algumas funcionam apenas para a prevenção e outras têm características suficientes para que funcionem no tratamento.

Entre as plantas mais utilizadas em prevenção e tratamento de cistites, destaca-se:

Arando Vermelho – geralmente é conhecido como mirtilo, sendo desde muito cedo usado como medicamento para vários tipos de doença, no caso da cistite é aconselhável a sua ingestão através de sumos naturais.

Cranberry – em Portugal muitas vezes é conhecido também como oxicoco, sendo rico em antioxidantes, ajuda essencialmente na prevenção de infecções urinárias, como é o caso da cistite. Os especialistas aconselham a sua ingestão em sumos ou cápsulas, disponíveis em qualquer farmácia.

Bétula – a bétula é essencialmente usada em cápsulas, de medicamentos naturais, ou através de chás. Ao contrário do que possa parecer, tem um gosto muito saboroso, servindo para tratamento da cistite.

Urze – muito popular no nosso país e encontra-se em praticamente todas as zonas, sendo por isso das plantas mais comuns no tratamento da cistite, nomeadamente em cápsulas.

Urtiga – muito comum no nosso país, geralmente para outros fins, mas no que diz respeito ao tratamento da cistite, poderá ser usada em chás ou cápsulas.

Cavalinha – está muitas vezes associada ao emagrecimento, pelas suas características, porém no que diz respeito à cistite, deverá ser usada em chás ou cápsulas, desde que seja sempre aconselhada por médicos especialistas.

Uva-ursi – planta medicinal que poderá também ser denominada de buxilo, medronheiro, ursina, uva-de-urso ou búxulo, é usada essencialmente como diurética ou anti-séptico, por isso é indicada para o tratamento da cistite, em cápsulas ou chás.

Existem ainda outras plantas que poderão ser usadas para a prevenção e tratamento da cistite, contudo dado que não são tão populares no nosso país ou devido às suas características, não são tão populares junto à comunidade médica. Geralmente os médicos aconselham sempre as plantas mencionadas acima.

Remédios Caseiros

A maioria da população, principalmente a de uma faixa etária mais elevada, tem uma relação muito próxima com os remédios caseiros, tentando sempre optar por estas soluções em detrimentos de fármacos, contudo alguns são mais eficientes que outros e acima de tudo, existem aqueles que não devem ser usados de forma alguma para o tratamento de algumas doenças.

No caso da cistite, sendo um tipo de problema de saúde que a maioria das pessoas já teve ou irá ter ao longo da sua vida, em muitos casos mais do que uma vez, é normal que haja uma série de remédios caseiros, conhecidos em algumas zonas do país mais rurais, que não visam na maioria dos tratamentos dos especialistas, contudo têm os mesmos ou até melhores resultados, sem a necessidade de prescrição de drogas para o organismo.

Assim, existindo vários tipos de remédios caseiros, uns tornam-se mais populares que outros, sendo que é essencial focar-se apenas nos mais comuns, evitando assim fazer experiências não comprovadas, podendo chegar a complicações. Entre os mais populares destaca-se:

Vinagre de cidra

É usado geralmente em forma de prevenção e não tratamento, por isso no caso da infecção já estar instalada, não é aconselhável o seu uso pois poderá trazer outros problemas para o seu organismo. O paciente deverá usar vinagre de cidra, colocando três colheres de café diluídas num copo de água, tomando três vezes ao dia, desde o início dos primeiros sintomas.

Como é possível prever, o uso do vinagre de cidra no dia-a-dia, na preparação da alimentação diária, é levado também como uma prevenção contínua e indirecta, no entanto os resultados não são tão eficazes como a sua ingestão directa. Muitas pessoas evitam este tipo de tratamento devido ao sabor que este apresenta, contudo é aquele que apresenta os melhores resultados de prevenção.

Chá para a cistite

É uma das infusões mais comuns, referente a tratamentos caseiros para a cistite, dada a facilidade de chegar até aos ingredientes: bétula, alcaçuz e uva-ursi. Deve fazer-se uma mistura de 25g de bétula, 30g de alcaçuz e 45g de uva-ursi, usando depois a proporção de uma colher de chá para uma chávena, adicionando água bem quente. Deve beber-se várias vezes ao dia para o efeito desejado.

Chá de cavalinha

Este remédio poderá ser usado para o tratamento de infecções urinárias ou cistites, sendo que como o nome indica o ingrediente principal da infusão é a cavalinha. Deve usar-se 2 a 3g, cerca de 2 colheres de chá, de ervas secas de cavalinha, podendo estas ser usadas não só em farmácias como também em lojas especializadas, já para não falar na natureza, que poderá ser bem acessível em algumas zonas do país, sendo posteriormente necessárias secar as mesmas para as poder usar.

Deve juntar-se as ervas a água bem quente, deixando que a infusão faça efeito por cerca de 10 minutos para conseguir uma dose eficaz de substâncias activas que tenham o efeito desejado no tratamento da cistite. Deve-se beber a infusão várias vezes por dia, mas nunca substituir a água pela mesma, já que a posologia em excesso poderá trazer problemas para o organismo do paciente.

Bicarbonato de sódio

É, provavelmente, o remédio caseiro mais simples de conseguir, já que o ingrediente é bicarbonato de sódio, sendo muito fácil de o obter. Assim, o principal objectivo é tornar o pH da urina menos ácido, de forma a que as bactérias presentes não se multipliquem com facilidade, diminuindo drasticamente os sintomas da cistite.

Deve usar-se 1 colher de chá de bicarbonato de sódio por cada 300ml de água (sensivelmente uma garrafa de água pequena), dissolvendo-se bem o mesmo e bebendo de uma só vez. Repita o processo cerca de 6 ou 7 vezes por dia. Além de estar a ingerir uma grande quantidade de líquido, ajudando a eliminar a infecção da bexiga, está também a permitir uma descarga em maior quantidade de bactérias na urina, deixando que as defesas naturais do organismo façam o resto do papel.

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Banho com Sândalo

Por último, mas não menos importante, o banho de sândalo é outro remédio caseiro muito comum, já que este apresenta propriedades indicadas para diminuir consideravelmente a multiplicação dos micro-organismos que causam a inflamação em questão. O paciente deverá misturar 10 gotas de óleo essencial de sândalo por cerca de 1 litro de água, colocando a mistura numa bacia e sentando-se dentro de água por cerca de 20 minutos, repetindo este processo pelos dias para diminuir a presença dos sintomas.

Homeopatia

A homeopatia é um método científico que muitos especialistas usam não só para o tratamento como também para a prevenção de algumas doenças agudas e crónicas, sendo que neste caso a crua é conseguida através da prescrição de medicamentos muito menos agressivos do que os normais, sendo que o objetivo destes é estimular o organismo a reagir, levando assim a um fortalecimento dos mecanismos de defesa naturais, para que recaídas e repetição da mesma doença seja muito menos comum.

No caso da cistite, existem muitos médicos que recorrem inicialmente à homeopatia, para que assim os pacientes vejam o seu organismo fortalecido, evitando o aparecimento de infecções sistemáticas.

Entre os medicamentos mais utilizados no caso de cistite, destaque para o Cantaris, que deverá ser tomado 3 a 4 vezes por dia e no caso de cistite crónica a Sepia officinalis 200K, sendo que neste caso a posologia é apenas de 1 dose única no primeiro dia e a mesma dose uma semana depois.

Prevenção – Como evitar infecções urinárias

Tal como acontece com outras doenças do sistema urinário e que interfiram directamente com o trato urinário, a melhor prevenção que os pacientes podem fazer é ter uma atenção especial à higiene diária, independentemente da idade que estes tenham. Por outro lado, existem algumas dicas essenciais, de acções ou hábitos diários, que as pessoas podem adoptar para evitar assim que as infecções urinárias sejam tão comuns como na maioria dos casos.

Ingira bastante água

Não serve apenas para evitar infecções urinárias, mas sim para ajudar todo o organismo do paciente, mas com a ingestão de uma boa quantidade de água diariamente, torna-se mais fácil a expulsão das bactérias da bexiga, responsáveis pela maioria dos sintomas e pelo aparecimento da doença.

Urine com frequência

Com uma vida atarefada e montes de coisas para fazer, a maioria das pessoas urina apenas 2 ou 3 vezes em todo o dia, retendo a urina na bexiga por longos períodos de tempo, sendo que este é um dos piores erros que se pode cometer para contrair infecções urinárias com frequência.

Assim, é indicado que urine com bastante frequência ao longo do dia, evitando assim reter durante mais tempo do que o normal. Existem ainda especialistas que afirmam que urinar logo após as relações sexuais poderá ajudar na eliminação de possíveis bactérias que tenham sido passadas pelo seu companheiro.

Cuidado com a sua higiene pessoal

A higiene pessoal cuidada é essencial para evitar ao máximo as infecções urinárias, por isso existem alguns pormenores que a maioria dos pacientes se esquece e que podem propiciar o aparecimento da doença em menor tempo. É aconselhável que mantenha sempre extremamente limpas as regiões da vagina, ânus e pénis.

Sempre que evacuar, é indicado que passe o papel higiénico mas sempre de frente para trás, contudo sempre que possível, deverá lavar a zona com água e sabão. É ainda aconselhado que não use produtos que contenham perfume na área genital.

Evitar algumas roupas

É aconselhado que use, sempre que possível, roupas íntimas de algodão, sendo que estas não devem estar muito justas ao corpo, evitando assim a retenção de calor e humidade, já que assim as bactérias podem multiplicar-se muito mais facilmente.

Cuide do seu trato urinário

Apesar de ser algo que a maioria das pessoas não dá a devida atenção, é indicado que tente irritar ao mínimo o seu trato urinário. Para isso, é indicado que deva evitar ao máximo o consumo de cigarro, álcool, cafeína e até temperos demasiado fortes na comida, principalmente nas comidas exóticas.

Cuidado com a menstruação

Para as mulheres, é aconselhável que tenham um cuidado especial durante os dias de menstruação, trocando os absorventes higiénicos com bastante regularidade para evitar a multiplicação de bactérias na região genital. Alguns especialistas aconselham ainda que sejam usados apenas absorventes externos em vez de internos, vulgos tampões, já que estes aumentam a probabilidade de infecções.

Infecção urinária em grávidas

O momento de gravidez é sempre cheio de surpresas e com cuidados redobrados, contudo a infecção urinária apesar de ser muito comum, é também um dos problemas de saúde que menos atenção tem perante o paciente, não sabendo este que poderá trazer diversas complicações, para a mãe e para o bebé.

Apesar de muitas pessoas lidarem bem com o desconforto e com as dores que este problema de saúde causa, é necessário a atenção devida, já que esta é a segunda causa de mortalidade em fetos com menos de três meses. Além disso, a própria mãe encontra-se num momento mais propício ao surgimento de problemas de saúde, devido às inúmeras mudanças que o corpo sofre durante esse momento.

A infecção urinária nas grávidas (Leia: Infecção Urinária na Gravidez)  poderá trazer imensos problemas, nomeadamente aumentar o risco de aborto espontâneo ou então de interferir no crescimento intra-uterino retardado, levando assim a que o próprio bebé tenha problemas de baixo peso ao nascer.

As mulheres que já têm história de infecção urinária antes do momento da gravidez, as que têm relação com a diabetes e até as mulheres com mais de três filhos, têm que estar ainda mais atentas, pois estão mais sujeitas ao aparecimento da doença.

No que diz respeito aos sintomas e às causas, é tudo igual ao momento em que a infecção urinária surge, fora da gravidez, contudo é no tratamento que é necessário mais cuidado, pois a prescrição errada de fármacos poderá trazer problemas para o bebé.

O tratamento deverá ser feito sempre, sem excepções, de acordo com as indicações de especialistas, evitando ao máximo a administração de medicamentos caseiros ou que já tinham sido usados para o mesmo efeito antes do momento da gestação, pois poderá colocar em causa a segurança da mãe e do bebé.

O momento após o parto é um dos mais importantes, segundo as declarações de especialistas e ginecologistas, principalmente quando a infecção urinária não é tratada correctamente, podendo trazer imensos riscos para o bebé e para a própria mãe, como é o caso por exemplo do mau funcionamento dos rins, levando assim a um tratamento mais intensivo e específico.

cistite

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15. Maio 2014 by admin

Um Comentário no Forum

  1. J Tenho infecção urinária com muita facilidade <muitas vezes com dor e sangramento. Já fiz diversos tratamentos e exames mas sem resultado para esse mau cheiro na urina,

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