Complicações Provocadas pela Doença do Refluxo Gastroesofágico

Ulceras esofágicas

O excesso de ácido produzido pela doença do refluxo gastroesofágico pode danificar o revestimento do esófago (esofagite), que pode levar à formação de úlceras. As úlceras podem sangrar, causando dor e dificultar na deglutição (dificuldade em engolir). Estas geralmente podem ser tratadas com sucesso, caso os sintomas da doença sejam controlados.

Os medicamentos usados para tratar a doença do refluxo gastroesofágico podem levar várias semanas para se tornarem eficazez, de modo que é provável que o médico recomende sempre alguma medicação adicional que dê algum alívio a curto prazo em combater os sintomas. Dois tipos de medicamentos que podem ser utilizados são:

  • Antiácidos que ajudam a neutralizar o ácido do estômago, o que geralmente, ocorre a curto prazo;
  • Alginatos, que produzem uma camada protetora sobre o esôfago, que o protege dos ácidos.

lo/a sobre o tipo de antiácidos ou de alginatos mais adequado para o seu caso. se. Os alginatos são das melhores opções para tomar após as refeições. Os efeitos secundários de ambos os medicamentos são raros, mas pode ocorrer:

  • Diarreia;
  • Vómitos;
  • Flatulência.

Estenose esofágica

Danos repetidos no esófago podem originar a formação de cicatrizes nos tecidos. Se a formação de cicatrizes começar a ser cada vez maior, pode fazer com que o esôfago se torne mais estreito. A isto dá-se o nome de estenose esofágica.

A estenose esofágica pode dificultar a ingestão dos alimentos e tornar-se dolorosa. As restrições causadas pela estenose esofágica podem ser tratadas por meio de um pequeno balão usado para dilatar (ampliar) o espaço no esófago. Este procedimento é geralmente realizado sob anestesia local.

Esôfago de Barrett

Episódios repetidos da doença do refluxo gastroesofágico podem levar a mudanças nas células que revestem a parte inferior do esôfago. Esta é uma doença conhecida como esôfago de Barrett. Estima-se que uma em cada dez pessoas com a doença do refluxo gastroesofágico possam desenvolver o esófago de Barrett. A maioria dos casos da síndrome de Barrett, como também é conhecida, desenvolve-se em pessoas com idades compreendidas entre os 50 e os 70 anos de idade. Sendo que a idade média para o diagnóstico é aos 62 anos.

Exemplo de Esófago normal e esófago de Barrett.
Exemplo de Esófago normal e esófago de Barrett.

A doença do esôfago de Barrett não costuma causar mais problemas do que aqueles que já estão associados à doença do refluxo gastroesofágico. A principal preocupação é que a síndrome de Barrett é uma condição pré-cancerosa. Isto significa que as alterações nas células não são cancerosas, mas existe um pequeno risco de se transformarem em câncer no futuro. O que pode desencadear cancro no esófago (leia mais abaixo).

Cancro no esôfago

A cada ano, estima-se que uma em cada duzentas pessoas que sofrem da doença de Esôfago de Barrett desenvolvam câncer de esôfago. Os fatores que aumentam o risco das células do revestimento do esôfago poderem tornar-se cancerígenas são:

    • O paciente ser do sexo masculino;
    • Ter os sintomas da doença do refluxo gastroesofágico durante mais de 10 anos;
    • Ter três ou mais episódios de azia e sintomas relacionados por semana;
    • Obesidade.

Se pensar-se que o paciente tem um risco elevado de desenvolver câncer esofágico, é provável que seja encorajado a realizar endoscopias regulares de forma a monitorar a condição das células afetadas. Se o câncer de esôfago for diagnosticado nos seus estágios iniciais, geralmente é possível curá-lo recorrendo a um tratamento conhecido como terapia fotodinâmica (em inglês: Photodynamic Therapy ou PDT).

A terapia fotodinâmica envolve a injeção de um fármaco no esófago que o torna sensível aos efeitos da luz. De seguida é colocado no interior do esófago um laser ligado a um endoscópio e vai queimar as células cancerígenas.