Gases Intestinais

Os gases intestinais, extremamente comuns, são cientificamente chamados de flatulência, sendo que na maioria das vezes são vistos como uma situação constrangedora e até mal educada, porém existe muito mais informação a reter, nomeadamente no que isso implica na saúde do paciente, do que aparenta.

Estes gases intestinais são completamente involuntários, não sendo por isso culpa do paciente a sua existência, sendo que ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, apenas 1% destes têm um cheiro intenso, principalmente quando a alimentação do paciente não é adequada, quando existe a toma de antibióticos ou até quando este ingere demasiada proteína na sua alimentação.

Geralmente, o ser humano expulsa cerca de 1,5 litros de gases por dia, distribuídos por 10 a 20 flatos, no entanto a maioria destes passa completamente despercebida e nem o próprio consegue perceber.

A sua composição é em muito semelhante ao arroto, nomeadamente nitrogénio, oxigénio, dióxido de carbono, hidrogénio e metano, sendo que no caso do arroto, é mais rico em oxigénio e nitrogénio.

Mesmo com uma composição tão complexa, o cheiro não advém de nenhum destes componentes, sendo que tudo resulta da presença de enxofre nos gases, que pode vir de diversas formas para o interior do organismo do paciente.

Como surgem os gases intestinais?

Esta é provavelmente uma das maiores dúvidas dos pacientes, querendo saber a resposta para evitar situações constrangedoras, principalmente quando estão no meio de muitas pessoas.

Assim, estes são produzidos de forma natural, através da presença de milhares de bactérias diferentes que se encontram no nosso organismo, nomeadamente no sistema digestivo e muitas delas são participantes activas do processo de digestão, realizado várias vezes ao longo do dia.

Por isso, é fácil perceber que todos os indivíduos estão sujeitos ao seu aparecimento, sem que haja consequências demasiado graves, além do mau estar e do constrangimento.

Os gases intestinais surgem principalmente quando o paciente apresenta uma alimentação desequilibrada, pelo menos estes surgem com maior evidência e com a sua característica do cheiro a evidenciar-se.

Estes são produzidos após a metabolização de carboidratos, gorduras e proteínas, que se encontram nos alimentos que cada um escolhe para fazer as suas refeições diariamente.

Existem muitas pessoas que confundem os gases intestinais com os gases no estômago, geralmente sendo chamados de soluços, porém estes surgem pela quantidade enorme de ar que é ingerido durante as refeições, muitas vezes nem sequer notado.

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Também podem acontecer no momento de fumar um cigarro ou mastigar uma pastilha, desde que haja entrada de ar nesse momento, não esquecendo ainda a outra fonte de gases estomacais muito comum, as bebidas gaseificadas, que infelizmente fazem parte da dieta diária da maioria das pessoas, principalmente das crianças e adolescentes.

Todavia, estes gases estomacais podem também estar ligados aos gases intestinais, principalmente quando estes existem em demasiada quantidade e quando o paciente não os trata da melhor forma possível.

Os gases estomacais são eliminados de forma normal, através das eructações, ou seja, os arrotos, contudo se após as refeições e a ingestão de grandes volumes de ar durante as mesmas o indivíduo acaba por se deitar, o mais provável é que estes gases sigam o seu caminho em direção aos intestinos, em vez de serem expelidos pela boca, aumentando assim a presença de gases intestinais e da sua expulsão natural.

Sintomas de gases intestinais

A maioria das pessoas não pensa muito nos sintomas dos gases intestinais, achando sempre que o mais comum mesmo a necessidade de expelir esses gases de forma natural, contudo existem outros sintomas e que esto associados a problemas mais sérios, podendo mesmo vir a ser necessária a intervenção médica.

Em termos gerais, tal apenas acontece quando a quantidade de gases intestinais é realmente enorme, não quando é o normal, considerado natural para qualquer ser humano.

Assim, os sintomas mais comuns é a barriga inchada ou a distensão abdominal, um mau estar geral sem saberem exactamente quais as causas possíveis, uma dor abdominal em forma de pontadas (quando a quantidade é realmente grande) e por último, o mais comum, a flatulência propriamente dita, sem um controlo por parte do indivíduo.

Causas de gases intestinais

Como já foi referido em cima, a existência de gases intestinais é natural e o estranho está quando o indivíduo não os tem, mostrando que algo no seu organismo não está a funcionar em pleno, podendo mesmo vir a ter distensões nos seus órgãos, causadas pela acumulação de gases no interior, sem a sua expulsão natural.

Existem duas causas possíveis para o aparecimento de gases intestinais, sendo que ambas as causas são naturais ei difcies de controlar para o paciente, tendo em consideração que são tarefas comuns ao dia-a-dia de qualquer pessoa.

A primeira é a ingestão de ar durante as refeições, algo que acontece principalmente quando a pessoa faz as suas refeições demasiado rápido.

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Neste caso específico, é comum que as pessoas que têm horários apertados o façam frequentemente, levando até a outros problemas como o aumento de peso, por isso o mais aconselhado é que tente fazer as suas refeições e mais calmamente possível.

Em seguida, a fermentação dos alimentos durante a digestão é outra das possíveis causas para os gases intestinais, sendo que neste caso tudo o que os pacientes podem fazer é seleccionar bem os alimentos introduzidos na dieta diária, sabendo que os alimentos que mais produzem gases são aqueles que são ricos em carboidratos e proteínas, sendo estes os que devem ser ingeridos em menor quantidade ao longo do dia.

Além disso, a falta de exercício físico, o trato intestinal desregular, o uso contínuo de antibióticos e até a intolerância à lactose são outras das possíveis causas para os gases intestinais.

Ao contrário do que se possa pensar, a ansiedade é outros dos factores a ter em consideração, principalmente porque aceleram o transito intestinal, levando assim a que os alimentos sejam mal digeridos e cheguem ao cólon, dando às bactérias as ferramentas necessárias para a produção de gases de forma exagerada.

Apesar de ser um assunto bastante delicado, é importante também mencionar que o sexo anal passivo é outra das possíveis causas para o aparecimento de gases intestinais.

Alimentos que causam mais gases intestinais

Como foi referido em cima, existem alimentos que os pacientes devem evitar, sendo eles os ricos em carboidratos (pois tornam-se difíceis de ser digeridos no interior do intestino delgado) e ainda as proteínas.

Assim, fique a conhecer os principais alimentos que causam gases intestinais em demasia:

– Feijão
– Ovos
– Cerveja, principalmente a Cerveja Preta
– Leite
– Batatas
– Milho
– Trigo
– Brócolos
– Espargos
– Alho
– Repolho
– Couve-Flor
– Bebidas gaseificadas
– Cebola

Consequências do excesso de gases intestinais

Como foi referido em cima, a existência de gases intestinais é extremamente comum e qualquer pessoa os tem, contudo quando estes existem em excesso é possível que haja consequências e um mau estar mais intenso por parte do paciente.

Apesar da maioria das pessoas que se queixa com gases intestinais apresentar a mesma quantidade que as restantes pessoas, estas têm uma maior sensibilidade à sua presença, por isso devem ser analisada a situação e exames podem ser necessários para averiguar as possíveis consequências.

Em termos gerais, não existem consequências do excesso de gases intestinais no organismo, a menos que estes surjam ao mesmo tempo que outros sintomas, como a perda de peso, a anorexia ou anemia, sangramento, diarreia crónica ou até mesmo a dor abdominal constante.

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Nestes casos, é imprescindível que haja uma visita ao médico o mais rapidamente possível, pois podem existir consequências graves para outros órgãos e os tratamentos nestes casos são mais intensos e delicados.

Gases intestinais durante a gravidez

Os gases intestinais são bastante comuns durante o momento da gravidez, principalmente devido à lentidão da digestão, que acontece nesta fase da vida da mamã, devido principalmente ao aumento de progesterona na corrente sanguínea.

Contudo, não é um assunto preocupante para a grávida, pois tudo o que esta deve fazer é evitar ao máximo os alimentos que causam gases, já mencionados em cima, evitar a prisão de ventre (tentando ao máximo criar um trato intestinal saudável), beber bastante água e praticar exercício físico, no entanto neste último caso é imprescindível o acompanhamento profissional, para não realizar actividades demasiado intensas para o momento que está a viver.

Tratamento para o excesso de gases intestinais

Já foi referido várias vezes que a existência de gases intestinais é comum e até bastante normal, no entanto quando existe um excesso do volume normal, poderá ser necessário recorrer a um tratamento específico.

A primeira coisa a fazer é criar uma dieta cuidadosa, evitando ao máximo os alimentos mencionados em cima que aumentam os sintomas, contudo é preciso lembrar que existem outros alimentos que podem causar os mesmos sintomas, por isso é essencial uma consulta de nutricionista para um aconselhamento individual.

Alguns alimentos causam gases intestinais numas pessoas e não causam noutras, por isso poderá ser necessário ir eliminando aos poucos alguns alimentos, verificando a evolução do problema.

De seguida, é também aconselhável que o paciente tenha uma vida o mais calma possível, evitando o stress e a ansiedade comum no dia-a-dia, complementando ainda com a prática de exercício físico.

É também importante que faça as suas refeições calmamente, pois a maioria dos gases intestinais vêm dos gases estomacais, que se formam através da ingestão de ar durante as refeições, resultado de realizar as refeições de forma demasiado rápida.

Por último, existem ainda medicamentos que podem ser usados, nomeadamente uma pastilhas especiais, de carvão, contudo estes apenas devem ser usados sob a consulta médica e aconselhamento individual, principalmente para as pessoas que têm uma medicação regular e constante, pois estas pastilhas podem inibir a função dos restantes medicamentos.

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27. Agosto 2014 by admin

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