Hipertensão Arterial – Causas, Sintomas, Tratamento e Alimentos a evitar

Por vezes, por alguma razão, a pressão arterial sobe a níveis anormalmente altos. É natural isso ocorrer ocasionalmente, normalmente relacionado com algum momento de estress. No entanto, quando isso acontece constantemente, diz-se que essa pessoa sofre de hipertensão arterial.

complicações da hipertensão arterial

Os valores normais da pressão arterial são geralmente menores que 140 mmHg, no caso da pressão sistólica, e 90 mmHg, no caso da pressão diastólica. Assim, os hipertensos terão frequentemente os seus valores habituais superiores a estes. Assim, hoje em dia considera-se a seguinte classificação de acordo com a pressão arterial habitual:

Normotensos: quando a pressão sistólica/diastólica é menor ou igual a 120/80 mmHg
Pré-hipertensos: quando a pressão sistólica/diastólica estão entre 121/81 – 139/89 mmHg
Hipertensos grau I: quando a pressão sistólica/diastólica está entre 140/90 – 159/99 mmHg
Hipertensos grau II: quando a pressão sistólica/diastólica é maior ou igual a 160/100 mmHg

Causas da Hipertensão Arterial

As principais causas deste problema têm a ver sobretudo com alguns fatores de risco, que elevam a possibilidade dos mecanismos de regulação da pressão arterial funcionarem incorretamente, deixando a pressão de estar controlada.

Além de algumas doenças, os maiores fatores de risco são o consumo excessivo de sal, ingestão elevada de bebidas alcoólicas, a obesidade, hábitos de vida sedentários, colesterol alto, tabagismo, diabetes mellitus e apneia do sono. Há ainda uma maior predisposição nos indivíduos de raça negra para este problema.

Consequências

As consequências da hipertensão são várias, e muitas vezes, bastante graves. Assim, a pressão arterial elevada de uma forma constante pode vir a resultar em insuficiência cardíaca, arritmias cardíacas, infarto do miocárdio, aneurismas (Leia: Aneurisma  – Causas, Sintomas e Prevenção), acidentes vasculares cerebrais (AVC), arteriosclerose, retinopatia hipertensiva, demência provocada por micro infartos no cérebro, e insuficiência renal crônica. A hipertensão pode também originar morte súbita.

Sintomas da Hipertensão arterial

Normalmente diz-se que este problema é uma doença silenciosa. Isto deve-se ao facto de nos primeiros anos ela não provocar qualquer sintoma. Os únicos sinais são os valores de pressão arterial geralmente mais altos que o normal. Mas não existindo nenhum problema de saúde, o indivíduo raramente mede a sua pressão arterial, sendo por isso fundamental fazer check ups regulares.

Apesar de na grande maioria dos casos, esta doença ser assintomática nos primeiros anos, há casos onde ocorrem alguns sinais que poderão indicar hipertensão, nomeadamente dores de cabeça, tonturas, ou uma sensação de mal-estar (que no entanto não se percebe de onde vem). Contudo, devido ao facto de serem sinais partilhados com imensas outras doenças, dificilmente irão levar à sua descoberta.

Depois de alguns anos sem quaisquer sintomas, com o avançar do tempo, a hipertensão irá provocar lesões nos vasos sanguíneos e em órgãos altamente irrigados, ou com uma função importante na circulação sanguínea, como o coração, os rins e o cérebro. Nesta altura, irão aparecer sintomas, relacionados sobretudo com o mau funcionamento destes órgãos.

Diagnóstico da hipertensão arterial

Como referimos atrás, a hipertensão arterial caracteriza-se principalmente pela elevação constante dos valores de pressão sistólica e diastólica, ultrapassando os níveis normais. Assim, para se verificar se uma pessoa sofre de hipertensão, a medição destes valores será a principal forma de diagnosticar essa doença.

No entanto, não basta ter uma vez esse valor alto para se considerar que é hipertenso. Como também já referimos, é natural haver ocasiões onde a pressão se eleve para cima de níveis normais.

Assim, deve-se fazer essa medição em várias ocasiões separadas no tempo, de maneira a aferir se é um problema ocasional, ou se é um problema recorrente. Normalmente, uma pessoa é considerada hipertensa após 3 medições consecutivas com valores elevados.

No entanto, não pense que basta fazer essas medições em casa ou na farmácia, pois há outros fatores que terão que ser levados em conta na classificação de alguém como hipertenso. Assim, deverá consultar o seu médico, de maneira a fazer o diagnóstico.

MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial)

Um dos métodos utilizados para despistar este problema, e distinguir uma altura ocasional de hipertensão, de um problema crónico, é utilizando um exame denominado MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial). Ao contrário dos outros exames, este irá monitorizar a pressão arterial do indivíduo durante 24 horas, registando os seus valores várias vezes durante esse tempo, ao longo das suas atividades habituais do dia-a-dia.

Após esse período, o aparelho utilizado será entregue ao médico, que irá retirar os dados registados, e a partir da sua interpretação, fazer um diagnóstico. Se mais de metade dos registos forem acima dos valores normais, então considera-se essa pessoa hipertensa. Se tiver entre 20% a 40%, então existe risco de essa doença se desenvolver. Abaixo dos 20% é normal.

Este exame pode ser feito para fazer o diagnóstico daqueles casos em que existe dúvidas, mas também, para acompanhar o tratamento de doentes hipertensos, com o objetivo de verificar se está a fazer ou não efeito.

Tratamento da hipertensão

Não existe um tratamento que cure a hipertensão definitivamente, sendo esta crónica. No entanto, através da medicação, e da mudança de hábitos de vida, é possível controlar esse problema. Geralmente, basta começar a ter hábitos de vida mais saudáveis, para que a pressão arterial desça para níveis normais.

Uma vida mais ativa e menos sedentária, uma dieta mais equilibrada, pobre em gorduras e sal, são alterações que terão efeitos muito positivos.

Deve então fazer atividade física moderada, que não obrigue a esforços muito violentos, que elevem a pressão arterial. Andar a pé é uma excelente solução.

A diminuição do consumo de sal é particularmente importante, pois o seu consumo em excesso irá provocar o volume do fluxo sanguíneo, aumentando a pressão arterial. Assim, baixando esse consumo para níveis moderados, o sal deixará de ser um fator de risco.

Se no entanto, apenas as alterações nos hábitos de vida não resultarem, então deverá reforçar com medicamentos adequados, prescritos pelo seu médico. Por vezes, não bastará apenas um medicamento, sendo necessário vários combinados, de maneira a dar resposta às várias falhas de mecanismos de regulação.

Remédios para a hipertensão arterial

De seguida iremos explicar quais os principais medicamentos usados para controlar a hipertensão, sendo esses fármacos denominados de hipertensivos.

– Inibidores da ECA e Antagonistas dos recetores da angiotensina 2
Estes medicamentos são especialmente eficazes no controlo da pressão arterial, sendo sobretudo indicados para os mais jovens, ou então, já com problemas cardiovasculares ou renais crónicos.

Como principais contras, tem o facto de elevar o nível de potássio no sangue, causar alergias, e não ser indicado para indivíduos de raça negra. Como exemplos deste medicamento temos o Ramipril, Enalapril, Lisinopril, Olmesartana, Captopril, Losartan e Candesartana.

Diuréticos tiazídicos
Estes medicamentos, além de apresentarem resultados bastante positivos, têm ainda a vantagem de serem económicos. São especialmente indicados para indivíduos de raça negra, mas também, para idosos.

Como contra, tem o facto de ser contraindicado para pessoas com gota, já que os diuréticos elevam o ácido úrico no sangue. Como exemplos de diuréticos adequados para a hipertensão temos Indapamida, Hidroclorotiazida e Clortalidona.

Outro diurético que pode ser utilizado é a Lasix (furosemida), mas que no entanto, deve ser apenas utilizado por pacientes com insuficiência renal crónica ou cardíaca.

– Inibidores do canal de cálcio
Este tipo de medicamentos tem uma ação bastante potente, sendo uma opção para quando a hipertensão não baixa com o uso dos medicamentos anteriores. É a escolha mais adequada para os indivíduos de raça negra, e também para idosos. Como contra, há a possibilidade de provocar edemas nas pernas. Amlodipina e Nifedipina são exemplos de medicamentos.

Beta-bloqueadores

Este medicamento, não sendo tão eficaz como os outros três, é no entanto a escolha mais adequada para pacientes que sofram de arritmias, doenças cardiovasculares, hipertireoidismo, pessoas muito ansiosas, e também enxaquecas. Pelo contrário, os betabloqueadores não são indicados para asmáticos ou para doentes com uma frequência cardíaca muito baixa, na ordem dos 60 batimentos por minuto.

Como exemplos de medicamentos temos Carvedilol, Propranolol, Metoprolol, Atenolol e Bisoprolol. Há ainda outros medicamentos, como o Doxazosin e o Prazosin, que sendo bloqueadores alfa, apenas devem ser prescritos para pacientes com hiperplasia benigna da próstata.

Nos casos mais graves, se nenhuma das soluções anteriores funcionar, há ainda outros medicamentos neste grupo, mais potentes, mas que no entanto, também irão acarretar mais efeitos secundários. Como exemplos tempos Metildopa, Clonidina, Hidralazina e Minoxidil.

Alimentos a evitar para Hipertensos

Uma das dicas mais importantes que um hipertenso pode e deve empregar no seu dia a dia, além da medicação para controlar a hipertensão é observar os alimentos que come.

Sódio (Sal)

De acordo com o National Institutes of Health, talvez a melhor coisa que você pode fazer reduzir a pressão arterial elevada é seguir uma dieta baixa em sódio. O sódio (sal) faz com que os vasos sanguíneos (chamados arteríolas) reduzam a quantidade de sangue que retorna ao coração, aumentando assim a pressão sanguínea. As pessoas devem evitar alimentos como o sal, glutamato monossódico, carne enlatada, bacon, carnes processadas, de qualquer tipo, sopas enlatadas, petiscos salgados e fast foods.

Gorduras saturadas

Os alimentos ricos em gordura causam uma pressão arterial elevada, bem como níveis elevados de colesterol no sangue. A lipoproteína de baixa densidade (LDL), é a principal razão para o espessamento dos vasos sanguíneos, o que cria uma pressão adicional sobre os vasos sanguíneos. Para evitar esta tensão, as pessoas devem manter-se longe de alimentos gordurosos, como a gema de ovo, leite, produtos lácteos, como queijo e sorvete, doces, bolos, margarina, manteiga e carnes gordas.

Outros Alimentos a evitar

As pessoas com hipertensão devem também evitar doces, como o açúcar refinado e carboidratos processados. Tanto a cafeína como o álcool podem fazer subir a pressão arterial. A cafeína tem uma tendência de pico na pressão arterial e o consumo dela deve ser muito limitado. O álcool pode elevar a pressão arterial de uma forma bastante rápida e é o principal contribuinte na danificação das paredes dos vasos sanguíneos. O álcool também contém uma grande quantidade de calorias, o que pode contribuir para o ganho de peso.

Beber Água

Felizmente, em muitos casos, pequenas mudanças no estilo de vida podem ajudar a manter ou restaurar os níveis de pressão sanguínea saudáveis. Ser consciente sobre a quantidade e a qualidade da água que você bebe é uma dessas mudanças.

A maioria de nós sabe que deve ingerir diariamente cerca de 8 copos de água (o equivalente a mais ou menos 2 litros). Estas quantidades são o mínimo recomendado para compensar as perdas de fluidos por dia através do suor, urina e transpiração. De acordo com alguns estudos, se você sofrer de hipertensão, o seu objetivo deve ser ainda maior. Deverá ingerir de 10 a 12 copos de água por dia.

Qualidade da água

A qualidade da água que você bebe é tão importante quanto a sua quantidade. A água engarrafada é uma alternativa possível à água potável (água da torneira), mas é bastante cara a longo prazo. A melhor opção é investir num sistema de filtragem em casa que remove os contaminantes nocivos, incluindo o cloro, metais pesados ​​e organismos causadores de doenças. Segundo alguns estudos realizados, os melhores tipos de purificadores de água são aqueles que combinam um filtro de bloco de carbono sólido ativado com uma câmara de luz ultravioleta.

Considerações

Algumas Bebidas que desidratam, como o álcool, café e o chá, aumentam a necessidade de reposição de água. Outras coisas que podem fazer com que o seu corpo perca mais água do que o habitual incluem: exercício físico, diarréia, febre, doença renal e diabetes. Enquanto a água é sem dúvida o melhor diurético, consulte o seu médico antes de aumentar a sua ingestão, especialmente se você tiver uma doença renal ou doença cardíaca congestiva.

 

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06. Maio 2013 by admin

Comentários no Forum (3)

  1. Gostei do conteúdo foi exatamente o assunto da aula dada em sala de aula…adorei o conteúdo. ..

  2. Muito boa as informações ,aqui tem tudo explicadinho muito bom !

  3. Legal era isso que eu tava procurando pro meu trabalho escolar gostei

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