Implantes Dentários em Zircônia

Ao longo de diversas décadas os especialistas da área da odontologia têm vindo a efectuar pesquisas exaustivas com a finalidade de determinar quais os materiais passíveis de apresentar resultados mais satisfatórios para o paciente e para o cirurgião. Após muitos testes e comparações, chegou-se à conclusão que o material mais viável para a realização de uma cirurgia de implante dentário é o titânio puro.

Devido aos seus benefícios para o paciente, o titânio puro é hoje utilizado para a produção de cerca de 90% dos implantes dentários utilizados mundialmente, sendo, por isso, amplamente encarado como a solução mais segura e funcional a ser adoptada num tratamento desta natureza.

A popularidade do titânio deve-se, em grande parte, ao facto de apresentar um elevado nível de biocompatibilidade, nulificando assim quaisquer probabilidades de vir a ocorrer uma rejeição do implante por parte do organismo. Para além de eliminar definitivamente riscos deste tipo, o titânio puro é, também, um material extremamente confortável e resistente, que poderá ir muito para além dos 15 anos caso seja bem mantido.

Devido às suas características químicas, o titânio responde extremamente bem ao teste do tempo, não se deixando facilmente afectar por fenómenos como a corrosão, que quando existente poderá levar à danificação dos implantes.

Estas características do titânio foram descobertas em meados da década de 60 por Branemark, que é, muito provavelmente, o nome mais importante da história da implantodontia. Desde aí o material tem vindo a ser trabalhado de forma a dar origem a produtos que se revelassem ainda mais vantajosos para a saúde oral do paciente, e como resultado disso temos hoje à nossa disposição uma gama vastíssima de implantes feitos à base de titânio, devidamente preparados para suprimir eficazmente as necessidades dos mais diversos tipos de pacientes, independentemente dos problemas que originaram a queda de dentes.

Apesar do sucesso do titânio e de todas as características que dele têm vindo a ser retiradas, os especialistas continuam a acreditar na existência de alternativas ainda mais viáveis, que poderão possivelmente vir a oferecer resultados superiores aos do titânio. Isso tem levado a uma busca exaustiva por alternativas que apresentem características tão boas ou melhores do que as do titânio, mas quase sempre sem grande sucesso, uma vez que poucos são os materiais que se revelam capazes de igualar o magnífico desempenho do titânio.

No que toca a alternativas, a mais recente e animadora de todas elas é a zircônia, uma vez que através do qual já tem sido possível proceder à produção de implantes dentários sem que para isso sejam perdidos os principais benefícios oferecidos pelo titânio.

Principais vantagens da zircônia

O zircónio ou zircônia é um material extremamente recente no universo da implantodontia, pelo que, ainda existe muito a descobrir sobre ele. Apesar disso, na sequência de anos de investigação, os especialistas concluíram que este é um material que poderá no futuro vir a ocupar o lugar do titânio, sendo que as vantagens dele retiradas têm, em alguns aspectos, vindo a demonstrar alguma superioridade relativamente aos implantes dentários de titânio.

Por enquanto, esta alternativa extremamente promissora ainda não se encontra disponível globalmente, mas acredita-se que tenha tudo para, num futuro próximo, estabelecer-se como uma solução de carácter primário para todos aqueles que procurarem submeter-se a uma cirurgia de implante dentário.

Biocompatibilidade

Ainda que o titânio seja um material biocompatível, a verdade é que o zircónio apresenta propriedades de biocompatibilidade consideravelmente superiores às do titânio, tornando-o assim numa solução mais viável para quem busca os melhores resultados possíveis. Por ser isento de metal, a zircônia anula os riscos de alergia e toxicidade, tornando-se assim 100% seguro para o organismo.

O mesmo não pode ser dito a respeito do titânio, que apesar de seguro na maior parte das vezes, não deixa de oferecer alguns riscos para a saúde do paciente. O elevado nível de biocompatibilidade associado ao zircónio constitui o principal motivo pelo qual a descoberta deste material enquanto componente odontológico representa uma inovação tão revolucionária para a área.

Com esta nova descoberta, os odontologistas esperam vir a alcançar taxas de sucesso consideravelmente mais altas do que aquelas que se têm vindo a verificar até ao momento. Isto fará dos implantes dentários uma solução mais segura para pacientes que se encontrem em estado crítico, como é o caso daqueles que estejam numa idade mais avançada ou sofram de doenças como a diabetes, que frequentemente contribui para tornar uma cirurgia de implante dentário muito mais arriscada a todos os níveis.

Estética

Uma vez que o Zircónio apresenta um branco muito semelhante ao dos dentes, os resultados estéticos acabarão por ser muito superiores àqueles obtidos através da utilização de implantes dentários feitos a partir de titânio. Frequentemente o titânio dá origem a um ligeiro escurecimento do esmalte dos dentes, contribuindo assim para afectar negativamente a estética do sorriso do paciente. Através do zircónio, este é um problema que será totalmente eliminado.

Quando o dente escurece, é frequente o paciente ter de se submeter a tratamentos de branqueamento para que possa recuperar a tonalidade original dos seus dentes. Ao eliminar a necessidade do paciente se submeter a tratamentos deste tipo, o zircónio estará, também, a permitir a poupança de quantias elevadíssimas de dinheiro.

Quem utiliza implantes dentários sabe bem o quão dispendiosos se poderão tornar, por isso uma alternativa como esta acabará sempre por se revelar bastante vantajosa para todos aqueles que não apresentem a capacidade de estar a pagar todos o tipos de tratamentos que possam estar associado a uma manutenção cuidada dos implantes dentários.

Composto por biocerâmica, o zircónio apresenta características extremamente semelhantes à de uma raiz natural, o que beneficiará o paciente, não só a nível estético, como aqui já foi referido, como também a nível funcional, que é o que realmente importa.

Resistência

A resistência é um dos factores de maior importância na avaliação da qualidade de um implante dentário. Sendo que estes são produtos extremamente caros, é importante que apresentem níveis de resistência bastante satisfatórios, caso contrário o paciente acabará por não ser recompensado por todo o seu investimento.

A razão pela qual o Zircónio se destaca a nível de resistência deve-se ao facto de ser composto por propriedades altamente mecânicas, que o preparam para resistir a qualquer tipo de agressão exterior que possa ser experienciada durante o dia-a-dia. O titânio é, também, um material bastante resistente, mas estima-se que o zircónio consiga resistir mais eficazmente às agressões associadas ao passar dos anos, como é o caso da oxidação dos materiais.

Maior resistência significa, não só maior conforto, como também maior durabilidade, o que permitirá que o paciente possa utilizar os seus implantes durante décadas antes de necessitar de substitui-los. Um bom grau de resistência permite a execução de qualquer tipo de tarefa mastigatória sem que haja o risco de dor, desconforto ou até mesmo de deslocação dos implantes. Tudo isto contribui para fazer dos implantes dentários de zircónio uma solução capaz de substituir na perfeição as características funcionais da raiz natural de um dente.

Desvantagens

Apesar das diversas vantagens associadas a esta alternativa, a verdade é que existem, também, algumas desvantagens. Estas desvantagens são, todas elas, potenciadas pelo facto de esta ser uma técnica extremamente recente, daí ainda haver muitas dúvidas relativamente ao seu desempenho. Por exemplo: Apesar das expectativas serem animadoras, é impossível afirmar com certeza como é que o implante se comportará após um período superior 5 anos.

Por enquanto, tudo o que existe são teorias. Enquanto o titânio tem vindo a ser testado por mais de 40 anos, o zircónio encontra-se ainda na sua fase inicial, e por isso não tem provas dadas relativamente à sua longevidade. E ainda que tudo aponte para que esta seja uma solução 100% segura, não existem provas definitivas de que tal seja realmente verdade.

Para que se possa responder a algumas destas questões é necessário observar o comportamento dos materiais ao longo de diversas décadas, e isso é algo que os especialistas ainda não tiveram a oportunidade de fazer. Estas incertezas fazem com que esta não possa ser considerada uma alternativa 100% viável ao titânio.

Independentemente do que possa ser dito, quem se submeter a um implante dentário deste tipo estará sempre a correr alguns riscos, e o pior de tudo é que todos esses riscos são desconhecidos, uma vez que os especialistas da área ainda não tiveram a oportunidade de observar o desempenho deste implante durante o tempo necessário para retirarem qualquer tipo de conclusão definitiva.

implantes dentarios fotos antes e depois 8

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