Salgueiro Branco (Salix alba L)

O Salgueiro Branco, Salix alba L., é uma planta medicinal e pertence à família Salicaceae. Tem mais cinco nomes pelo qual é identificado: sincero, chorão, vimeiro, salso e vime. Pode encontrar-se o salgueiro branco em países com climas que variem entre o temperado e o frio uma vez que a árvore não é resistente a temperaturas extremas – Europa, Ásia e norte de África.

Salgueiro Branco (Salix alba L)

O Salgueiro Branco é uma árvore que pode durar até aos cem anos, apresenta uma copa irregular e larga, os seus ramos são longos, erecto-patentes e flexíveis, as suas folhas são alternas, simples, serradas com um corte de ápice agudo, com cerca de 10 centimetros de comprimento e 1,5 centímetro de largura, o seu aspecto é sedoso uma vez que são revestidas por pelos bruilhantes e serícios.

Partes da Planta Utilizadas

A parte utilizada do salgueiro Branco para as preparações medicinais é a casca do tronco e as folhas.

Propriedades Medicinais

As reconhecidas propriedades medicinais do salgueiro passam por actuar como antiflogísticas, analgésicas, adstringente, anti agregantes, anti reumáticas, sudoríferas e antipiréticas uma vez que, dos seus constituintes químicos fazem parte a salicilina, os taninos e os flavonóidios.

É em 1828 que Johann Buchner, farmacêutico, procede à extração de cristais amargos da casca do tronco do Salgueiro Branco e lhe dá o nome de salicina. Esta substancia foi posteriormente utilizada pela industria farmacêutica que a sintetizou em ácido salicílico que é a base da composição da famosa aspirina.

Benefícios e Para que Serve

O seu consumo como planta medicinal está indicada para o tratamento de estados febris, gripes, reumatismo, gota (Leia: Gota e Ácido Úrico Alto – Sintomas, Tratamento, Diagnóstico e Alimentos), problemas gastro intestinais e nevralgia.

São quatro as formas comuns de ingestão do salgueiro: através do extrato fluido, da tintura de decocção e infusão.

Para a toma ser feita através do extrato, tratando assim nevralgias, dor ciática, reumatismo e lombalgia, o preparado deve ser feito com a casca do tronco e ingeridas vinte a quarenta gotas por dia misturadas com um pouco de água. Deve tomar duas a três vezes por dia.

A tintura do salgueiro Branco é tomada para diminuir estados febris e deve ser ingerida a quantidade aproximada de duas colheres de chá de tintura – é feita a partir da casca do salgueiro – tês vezes ao dia.

Para tratar estados febris, pequenas constipações e dores de cabeça deve tomar três chávenas de decocção por dia.

A infusão (chá) é ingerida preferencialmente após as refeições evitando assim indigestões – uma caneca. A infusão também é recomendada no combate à dor, febre, pequenas constipações e inflamações (Leia: Inflamação – O que é, Evolução e Tipos). É preparada através das cascas do salgueiro (uma colher de sopa aproximadamente) mergulhadas numa caneca de água a ferver e deve ser ingerida a quantidade duas a três vezes por dia.

Contra Indicações

Qualquer uma das preparações não deve ser consumida em excesso por crianças pequenas sob o risco de provocar hemorragias, deve ser também evitado o seu consumo por lactantes e grávidas.

Principais espécies de Salgueiro

O género Salix compreende cerca de 400 espécies:

Salix acutifolia Willd.
Salix aegyptiaca L.
Salix alaxensis (Andersson) Coville
Salix alba L. Salix alba ssp. vitellina ‘Tristis’
Salix amplexicaulis Bory & Chaub.
Salix amygdaloides Andersson
Salix ansoniana J. Forbes
Salix apennina A. K. Skvortsov
Salix apoda Trautv.
Salix appendiculata Vill.
Salix arbuscula L.
Salix arctica Pall.
Salix argyracea E. L. Wolf
Salix arizonica Dorn
Salix armenorossica A. K. Skvortsov
Salix atrocinerea Brot.
Salix aurita L.
Salix babylonica L. – Sauce llorón
Salix balfouriana C. K. Schneid.
Salix barclayi Andersson
Salix bebbiana Sarg.
Salix bicolor Willd.
Salix bikouensis Y. L. Chou
Salix bonplandiana Kunth
Salix brachycarpa Nutt.
Salix breviserrata Flod.
Salix burjatica Nasarow
Salix burqinensis Chang Y. Yang
Salix caesia Vill.
Salix calliantha J.Kern.
Salix canariensis Chr. Sm.
Salix candida Flüggé ex Willd.
Salix cantabrica Rech. f.
Salix capensis Thunb.
Salix capitata Y. L. Chou & Skvortsov
Salix caprea L.
Salix capusii Franch.
Salix carmanica Bornm.
Salix caroliniana Michx.
Salix caspica Pall.
Salix cavaleriei H. Lév.
Salix chaenomeloides Kimura
Salix cinerea L.
Salix cordata Michx.
Salix daphnoides Vill.
Salix discolor Muhl.
Salix drummondiana Barratt ex Hook.
Salix elaeagnos Scop.
Salix eriocephala Michx.
Salix excelsa S. G. Gmel.
Salix exigua Nutt.
Salix fargesii Burkill
Salix floderusii Nakai
Salix fluviatilis Nutt.
Salix foetida Schleich. ex DC.
Salix fragilis L.
Salix gilgiana (Seemen)
Salix glabra Scop.
Salix glauca L.
Salix glaucosericea Flod.
Salix gooddingii C. R. Ball
Salix gordejevii Y. L. Chang & Skvortsov
Salix graciliglans Nakai
Salix gracilistyla Miq.
Salix hastata L.
Salix hegetschweileri Heer
Salix helvetica Vill.
Salix herbacea L.
Salix hookeriana Barratt ex Hook.
Salix humboldtiana Willd.
Salix humilis Marshall
Salix hylematica C. K. Schneid.
Salix integra Thunb.
Salix irrorata Andersson
Salix japonica Thunb.
Salix jessoensis Seemen
Salix koreensis Andersson
Salix koriyanagi Kimura ex Goerz
Salix laggeri Wimm.
Salix lanata L.
Salix lapponum L.
Salix lasiolepis Benth.
Salix lemmonii Bebb
Salix lindleyana Wallace ex Andersson
Salix linearistipularis (Franch.) K. S. Hao
Salix longiflora Andersson
Salix longistamina Z. Wang & P. Y. Fu
Salix lucida Muhl.
Salix luctuosa H. Lév.
Salix magnifica Hemsl.
Salix matsudana Koidz.
Salix maximowiczii Kom.
Salix medwedewii Dode
Salix melanopsis Nutt.
Salix microstachya Turcz.
Salix mielichhoferi Saut.
Salix miyabeana Seemen
Salix moupinensis Franch.
Salix muscina Dode ex Flod.
Salix myricoides Muhl.
Salix myrsinifolia Salisb.
Salix myrsinites L.
Salix myrtilloides L.
Salix neowilsonii W. P. Fang
Salix nigra Marshall
Salix nivalis Hook.
Salix pantosericea Goerz
Salix paraplesia C. K. Schneid.
Salix pauciflora Koidz.
Salix pedicellata Desf.
Salix pellita Andersson
Salix pentandra L.
Salix petiolaris Sm.
Salix phlebophylla Andersson
Salix phylicifolia L.
Salix planifolia Pursh
Salix polaris Wahlenb.
Salix psammophila Z. Wang & Chang Y. Yang
Salix purpurea L.
Salix pyrenaica Gouan
Salix pyrifolia Andersson
Salix pyrolifolia Ledeb.
Salix rehderiana C. K. Schneid.
Salix repens L.
Salix reptans Rupr.
Salix reticulata L.
Salix retusa L.
Salix retusoides J.Kern.
Salix rorida Lacksch.
Salix rosmarinifolia L.
Salix sajanensis Nasarow
Salix salviifolia Brot.
Salix schwerinii E. L. Wolf
Salix scouleriana Barratt ex Hook.
Salix sericea Marshall
Salix serissima (L. H. Bailey) Fernald
Salix serpyllifolia Scop.
Salix silesiaca Willd.
Salix sitchensis C. A. Sanson ex Bong.
Salix siuzevii Seemen
Salix starkeana Willd.
Salix subopposita Miq.
Salix subserrata Willd.
Salix suchowensis W. C. Cheng
Salix sungkianica Y. L. Chou & Skvortsov
Salix taxifolia Kunth
Salix tenuijulis Ledeb.
Salix tetrasperma Roxb.
Salix triandra L.
Salix turanica Nasarow
Salix turfacea G. Haller ex Münchh.
Salix udensis Trautv. & C. A. Mey.
Salix uva-ursi Pursh
Salix variegata Franch.
Salix viminalis L. – Mimbrera
Salix vulpina Andersson
Salix waldsteiniana Willd.
Salix wallichiana Andersson
Salix wilhelmsiana M. Bieb.
Salix wilsonii Seemen
Salix yezoalpina Koidz.

28. Março 2013 by admin
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