Síndrome do Alcoolismo Fetal

O álcool e a ingestão de bebidas alcoólicas são um dos problemas mais significativos que a sociedade actualmente enfrenta.

O consumo de bebidas alcoólicas tem vindo a aumentar bastante, e principalmente junto das gerações mais jovens da sociedade, mas um pouco no geral.

Juntamente com uma conjuntura financeira global que neste momento não é de todo a mais animadora, muitas pessoas procuram refúgio no álcool para os seus problemas, que de todo é algo que não os resolverá mas só os piorará.

Nos últimos parágrafos falámos de casos que se retratam como casos de alcoolismo, onde o consumo de álcool é de todo mais elevado do que aquele que deveria ser.

Alguns estudos têm vindo, contudo, a comprovar que o consumo de algumas bebidas alcoólicas de uma forma moderada poderá até trazer benefícios para o nosso organismo, e não ser necessariamente prejudicial.

Nomeadamente o consumo de um copo de vinho diário ou até mesmo de um copo de cerveja têm provado ser práticas que nos podem trazer benefícios ao nível cardíaco e ao nível de outras partes do nosso organismo.

Contudo, existem alturas da nossa vida em que o consumo de álcool deve totalmente ser repensado, sob pena de criarmos problemas desnecessários e corrermos riscos que não temos que correr.

Nomeadamente, durante a gravidez. Tem sido provado por vários estudos que o consumo de álcool durante a gravidez poderá ser bastante prejudicial e até causar sérios problemas no bebé, pelo que devemos aqui repensar este hábito.

Aquando do consumo de álcool pela mãe durante a gestação poderemos estar perante um problema que provoca alterações negativas no bebé, problema esse chamado de síndrome do alcoolismo fetal.

Este síndrome é um problema que poderá causar diversos problemas graves no bebé, entre os quais um atraso no desenvolvimento do próprio feto antes e durante o nascimento, um atraso no desenvolvimento do sistema nervoso central, alterações na formação geral do bebé e dos seus membros, e nomeadamente do rosto, entre outro tipo de problemas.

O síndrome aqui abordado não ocorre necessariamente em todos os casos, mas poderá ocorrer, e por isso se puder ser evitado tanto melhor.

Existem diversas alterações ao nível do rosto do bebé com este síndrome que nos podem permitir rapidamente perceber que estamos perante este problema.

Nomeadamente, algumas das alterações no bebé poderão ser as seguintes:

• O lábio superior ter uma grossura muito menor do que aquela que é normal;
• O maxilar apresenta uma estrutura e uma forma que dão um aspecto de este estar pouco desenvolvido;
• A cabeça ser mais pequena do que o tamanho normal da cabeça de um bebé normal;
• Apresentação de uma face mais plana;
• Apresentação de um nariz mais curto;
• O osso do nariz ser mais raso do que aquilo que é normal;
• A prega da pálpebra cobrir parte do olho;
• A abertura dos olhos ser mais diminuída do que aquela que é normalmente encontrada;
• Falta da depressão normalmente existente entre o lábio superior e o nariz.

O mais grave de tudo, é que tratando-se aqui de um problema que pode ser evitado, este não tem cura. As lesões que são causadas no bebé durante a gestação são irreversíveis, não se podendo de forma nenhuma tratar os problemas gerados.

Através da fisioterapia, medicação ou até cirurgia estes problemas poderão ser atenuados, e as suas consequências (como problemas cardíacos futuros, por exemplo) diminuídas, mas considera-se que a cura total não existe.

Para além das alterações no rosto já acima referidas, poderão ainda gerar-se outro tipo de problemas devido ao síndrome do alcoolismo fetal.

Nomeadamente, alguns destes problemas poderão ser os seguintes:

• Convulsões frequentes;
• Dificuldades ao nível da alimentação;
• Problemas de crescimento;
• Atraso mental;
• Atraso no desenvolvimento das várias partes do corpo do bebé;
• Malformações no cérebro;
• Dificuldades de aprendizagem;
• Dificuldades de atenção e de memória.

O diagnóstico poderá ser realizado através da observação deste tipo de sintomas. Para além disso também alguns exames médicos podem indicar a presença desta síndrome, nomeadamente tomografias ou ressonâncias magnéticas.

Quanto ao tratamento que se pode dar a este problema, já foi referido que se trata aqui de um problema que não tem cura à partida.

No entanto, o tratamento poderá ser sintomático e incidir nos sintomas mais frequentes da síndrome aqui discutida. Existem remédios ou cirurgias, conforme já foi falado, que poderão ajudar a melhorar os sintomas.