Síndrome da Angústia Respiratória Aguda – Tratamento, Sintomas e Causas

A Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (sara) é uma condição médica em que os pulmões da pessoa afetada não conseguem fornecer oxigénio suficiente para o resto do corpo.

A Síndrome da Angústia Respiratória Aguda pode afetar pessoas de qualquer idade e geralmente desenvolve-se como uma complicação de uma doença grave já existente. Ou seja, a maioria das pessoas já estão internadas no hospital quando começam a sentir os primeiros sintomas desta síndrome.

Sintomas

Os Sintomas e sinais de Síndrome de Angústia Respiratória Aguda podem incluir:

  • falta de ar
  • respiração rápida e superficial
  • cansaço, sonolência ou confusão
  • sensação de desmaio

Emergência médica

Embora a maioria dos casos de Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA) se iniciem no hospital, este não é sempre o caso. Por exemplo, a condição pode desenvolver-se rapidamente devido a uma infecção, tal como uma pneumonia, ou após inalar acidentalmente o seu vómito. Se notar quaisquer dificuldades respiratórios numa criança ou adulto, ligue imediatamente para o 112 e peça uma ambulância.

Causas

A SARA desenvolve-se quando os pulmões ficam gravemente inflamados devido a uma infecção ou lesão. A inflamação provoca o vazamento de fluido dos vasos sanguíneos próximos para os pequenos sacos de ar localizados nos pulmões, tornando a respiração cada vez mais difícil. Os pulmões podem ficar inflamados devido a:

  • pneumonia ou gripe severa
  • envenenamento do sangue (septicemia, sepse ou sépsis)
  • lesão torácica grave
  • inalação acidental de vômito, fumaça ou produtos químicos tóxicos
  • quase afogamento
  • pancreatite aguda, em que a inflamação do pâncreas pode espalhar-se por todo o corpo
  • Hemotransfusão – reação adversa à transfusão de sangue com produtos
  • Overdose
  • Trauma

Exames de Diagnóstico

Não existe nenhum exame ou teste específico para diagnosticar a Síndrome da Angústia Respiratória Aguda. É necessária a realização de uma avaliação completa de forma a identificar a causa oculta da SARA e descartar quaisquer outras condições. É provável que esta avaliação inclua:

  • exame físico
  • exames de sangue – para medir a quantidade de oxigênio existente no sangue e verificar se existe infecção
  • oximetria de pulso – para medir a quantidade de oxigênio que está a ser absorvido pelo sangue, através de um sensor ligado à ponta do dedo, orelha ou dedo do pé
  • raios-X (radiografia de tórax) e tomografia computadorizada (TC) – para procurar evidências da síndrome
  • ecocardiograma – um tipo de ultra-som usado para mostrar a imagem do coração

Tratamento

Quando uma pessoa desenvolve Síndrome da Angústia Respiratória Aguda, normalmente é encaminhada para uma unidade de cuidados intensivos (UCI) e colocada num ventilador para a ajudar a respiração.

Em alguns casos, é possível a utilização de uma máscara de oxigénio para o fornecimento deste. No entanto, nos casos de Síndrome da Angústia Respiratória Aguda grave, é introduzido um tubo na garganta para dentro dos pulmões, através do qual o oxigénio é bombeado. Os Fluidos e os nutrientes serão fornecidos através de um tubo que passa para dentro do estômago através do nariz.

A causa subjacente da síndrome também deve ser tratada. Por exemplo, se a condição foi causada por uma infecção bacteriana, podem ser receitados antibióticos para ajudar a combater a infecção.

O tempo que o paciente necessita de ficar no hospital depende das circunstâncias individuais de cada caso e da causa da SARA. A maioria das pessoas responde bem ao tratamento em poucos dias, mas pode demorar semanas ou até meses para o paciente com Síndrome de Angústia Respiratória Aguda estar suficiente bem de saúde para deixar o hospital.

Complicações

Devido a esta síndrome ser muitas vezes o resultado de um problema de saúde grave, cerca de uma em cada três pessoas que a desenvolvem, morrem. No entanto, a maioria das mortes são devido ás causas, ao invés da SARA.

Nas pessoas que sobrevivem, as principais complicações estão associadas a danos provocados nos nervos e músculos, que causam fraqueza e dor. Algumas pessoas também desenvolvem problemas psicológicos, como o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), e depressão. Os próprios pulmões tendem a recuperar, e a insuficiência pulmonar (crônica) é rara após a SARA.

Síndrome da angústia respiratória do recém-nascido (SARRN)

Quando os pulmões do recém-nascido estão pouco desenvolvidos e incapazes de fornecer oxigênio suficiente para o corpo do bebé dá-se o  nome de Síndrome da angústia respiratória do recém-nascido (SARRN). Embora ambas as condições tenham nomes semelhantes, a (SARRN) não está relacionada com a Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SDRA).

Leia mais sobre a Síndrome da angústia respiratória do recém-nascido (SARRN) (brevemente).

Raio-X torácico de paciente com SDRA