Tipos de Implantes Dentários

Ao contrário daquilo que se possa pensar, actualmente existem diversos tipos de implantes dentários a que se poderá ter acesso no mercado. Ainda que alguns deles não sejam muito populares e utilizados, a verdade é que encontram-se disponíveis como alternativa, possibilitando assim aos pacientes uma maior variedade de escolha, de forma a que as suas necessidades possam ser mais eficazmente suprimidas.

Para além das opções actualmente existentes, existem outras que se encontram em desenvolvimento, e terão como objectivo aumentar ainda mais as taxas de sucesso associadas às cirurgias de implantes dentários.

Devido aos custos de algumas alternativas, apenas uma pequena percentagem destes tipos de implantes dentários se encontra disponível na maioria das clínicas, limitando assim um pouco o acesso àqueles que poderiam necessitar deles. No entanto, tudo indica que, dentro de não muitos anos, a oferta disponibilizada pela maioria das clínicas já será muito mais completa e versátil.

A escolha do tipo de implante está intimamente relacionada com o tipo de problema a ser tratado. Factores como a idade do paciente, estado da sua estrutura óssea maxilar, situação de saúde e causa da perda de dentes, ajudarão a determinar qual a melhor opção a ser escolhida durante o processo de reconstrução dentária, permitindo assim uma redução drástica do número de riscos envolvidos na cirurgia.

Antes de se submeter a uma cirurgia de implante dentário, é altamente aconselhado ao paciente que se informe detalhadamente relativamente às características de cada tipo de implante, de forma a poder efectuar a sua decisão com total consciência daquilo que realmente têm para oferecer.

Implante ósseo integrado

Este representa o tipo de implante mais utilizado em cirurgias destegénero. Assim como o nome indica, esta solução consiste na inserção de um parafuso no osso maxilar do paciente. Este parafuso terá como objectivo simular uma raiz dentária, permitindo, posteriormente, o encaixe de uma prótese dentária, que se manterá permanentemente fixa.

Diversos são os materiais utilizados neste procedimento, mas geralmente, o mais popular costuma ser o titânio, uma vez que apresenta um elevado nível de compatibilidade óssea, facilitando assim a integração do implante na estrutura maxilar sem que haja qualquer tipo de risco de rejeição. Esta cirurgia exige um período de recuperação de cerca de 4 meses, até que as próteses possam, finalmente, ser encaixadas nos implantes, dando assim como terminado todo o processo.

O implante ósseo integrado, apesar de exigir a realização de perfurações, não costuma provocar qualquer tipo de dor ou desconforto no paciente, uma vez que todo ele é feito sob o efeito de anestesia. O pós-operatório poderá revelar-se bastante desagradável, mas desde que o paciente siga à risca todas as recomendações feitas pelo seu dentista, tudo correrá pelo melhor.

Implantes Subperiosteais

Este implante é utilizado unicamente em situações em que o paciente não apresente uma estrutura óssea com a qualidade necessária para a realização de uma cirurgia de implante ósseo integrado. O desaparecimento de massa óssea dá-se quando o paciente fica longos períodos de tempo sem dentes, contribuindo assim para que a estrutura óssea maxilar vá perdendo a sua funcionalidade. Nestes casos, procede-se à colocação de uma armação de metal, entre o osso e a gengiva, não sendo, por isso, necessária a realização de qualquer tipo de perfuração.

Posteriormente, esta armação servirá de suporte às próteses dentárias. Aqui, os resultados não costumam ser tão satisfatórios como os associados ao implante integrado, mas a taxa de sucesso é, à mesma, elevada. Quando bem colocados, estes implantes permitirão ao paciente sustentá-los durante diversos anos, bastando, para isso, a adopção de bons cuidados de higiene e manutenção, assim como idas periódicas ao dentista, para que seja feito um acompanhamento cuidado e responsável de toda a situação.

Como vantagem, estes implantes oferecem o facto de não exigir perfurações, diminuindo assim drasticamente toda a dor e desconforto que poderiam ser sentidos durante o pós-operatório. O período de recuperação também costuma ser muito mais curto, o que representa uma grande vantagem para a maioria dos pacientes que não quer ver o seu dia-a-dia afectado por causa da cirurgia.

O implante ósseo integrado é, sempre que possível, a solução mais indicada a ser adoptada, uma vez que é seguro, confortável, e os efeitos adversos que dele poderão resultar costumam ser muito reduzidos. Actualmente, a taxa de sucesso situa-se nos 95%, sendo que as poucas complicações existentes costumam estar associadas a casos muito específicos, que poderão ter a ver, ou com falta de idoneidade profissional por parte do cirurgião, ou com a existência de determinados problemas de saúde que dificultem o processo, por parte do paciente.

Para além destes dois tipos de implantes, que representam os mais populares e utilizados, existem, também, outras alternativas, que geralmente só são utilizadas em casos muito específicos. Entre elas, destaca-se o implante dentário feito através da colocação de um enxerto ósseo. Esta solução também começa a ganhar cada vez mais notoriedade, e é, assim como nos implantes subperiosteais, adoptada em casos em que o paciente falhe em apresentar a estrutura óssea necessária para a colocação de um implante integrado. Esta técnica também se tem vindo a revelar extremamente eficaz, e por isso cada vez mais são as clínicas que começam a disponibilizá-la como forma de solucionar o problema de ausência de estrutura óssea.

Fotos Antes e Depois

(Veja a nossa Gasleria de Fotos de Implantes Dentários Antes e Depois).