Transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM)

O distúrbio ou transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) é uma desordem que se desenvolve nas mulheres uma ou duas semanas antes do período menstrual.

foto de transtorno disfórico pré-menstrual

Este transtorno é caracterizado por duas fases denominadas por fase folicular e fase lútea. A fase folicular ocorre com o início da menstruação e termina com a ovulação, e a fase lútea começa com a ovulação e termina com o sangramento menstrual.

O transtorno disfórico pré-menstrual afeta aproximadamente 3% das mulheres que mensalmente têm menstruação, e geralmente ocorre em mulheres com idades compreendidas entre os 25 e os 30 anos de idade.

A relação entre o TDPM e outros transtornos psiquiátricos não é clara, isto porque, de acordo com alguns estudos realizados, comprovou-se que as mulheres que sofrem desta patologia, sofreram ou têm outro tipo de desordem.

O transtorno disfórico pré-menstrual ocorre com mais ênfase que a síndrome pré-menstrual (TPM), uma vez que, além de apresentar uma maior depressão tanto física como mental (psíquica), os sintomas são mais graves. Alguns estudos clínicos relataram que os fatores sociais, culturais, biológicos e psíquicos intervêm no desenvolvimento, tanto do transtorno disfórico pré-menstrual como da Tensão Pré-Menstrual.

Sintomas

Quando se fala do TDPM fala-se de depressão maior, uma vez que este é o sintoma que mais se manifesta nesta doença, no entanto, existem outros fatores que influenciam, tais como:

– Tensão
– Irritabilidade
– Apetite excessivo
– Fadiga
– Perda de interesse nas coisas
– Sentimentos de tristeza
– Pensamentos de suicídio
– Ataques de Pânico
– Ansiedade Intensa
– Dificuldade de concentração
– Falta de energia
– Insônia
– Hipersensibilidade e inchaço das mamas
– Dores de cabeça (Leia: Dor de Cabeça (Cefaleia) Enxaqueca e sinais de gravidade).
– Aumento de peso
– Dores Articulares, musculares e abdominais
– Transtornos da Personalidade

Causas (Etiologia)

A etiologia do TDPM é desconhecida, sendo que para conhecermos devidamente as suas causas, sintomas e consequências é necessário realizar um prontuário médico do paciente, bem como uma sequência de exames físicos, como por exemplo o exame pélvico e uma avaliação psiquiátrica de forma a descartar outras possíveis desordens.

Outros critérios a serem levados em conta para uma boa avaliação clínica do TDPM é que o paciente que sofre desta doença deve anotar os sintomas mais frequentes, assim como também os dias e o momento em que estes ocorrem, de forma a poder ajudar o médico a encontrar as causas e possíveis tratamentos.

Diagnóstico

Uma boa forma de diagnóstico é a autoavaliação. A melhor maneira para as pacientes se auto avaliarem é que sejam instruídas pelo medico a realizarem anotações diárias dos sintomas que podem persistir durante 2 dois ciclos menstruais, a fim de descartarem-se possiveis problemas graves que podem afectar a saúde da paciente.

Tratamento

As mulheres que têm este transtorno passam por condições de difícil gestão emocional e ao mesmo tempo desafiam-se a si próprias, para que os sintomas não afetem o desenvolvimento da sua vida diária.

É por isso que para o tratamento do Transtorno disfórico pré-menstrual ser eficaz, o médico responsável pelo caso deve fazer uma série de perguntas e uma perfeita avaliação para alcançar os resultados desejados, e claro, deve ser tratado com o especialista adequado para evitar problemas mais graves.

Entretanto, é importante procurar ajuda psicológica para que os resultados alcançados sejam mais notórios, tanto a nível físico como mental. A auto-ajuda ajuda bastante nestes casos, como praticar exercício físico três vezes por semana no mínimo, ter um descanso adequado e uma dieta equilibrada.

Além disso, para um tratamento adequado é essencial a importância em manter o registros de todos os sintomas persistentes.

Os antidepressivos também são adequados para o tratamento de mulheres com transtorno disfórico pré-menstrual, no entanto, estes antidepressivos não devem ser automedicados porque as consequências poderão ser mortais. O ideal é que seja o médico responsável a receita-los de forma adequada.

Igualmente, as vitaminas e os suplementos nutricionais, tais como o cálcio e o magnésio podem servir de grande ajuda para as mulheres com TDPM, assim como os calmantes, como o ibuprofeno (anti-inflamatório não esteroide, analgésico e antipirético), as aspirinas e os diuréticos para contrariar as dores musculares, dores nas costas, dores abdominais, dores de cabeça, cólicas menstruais e dores nas mamas, retenção de líquidos e o excesso de peso.